sexta-feira, 1 de maio de 2026

Desafio ultrapassado

A marida foi internada no Hospital Lusíadas Lisboa em 29.04.2026 para ser submetida a uma Ablação de Fibrilhação Auricular - procedimento invasivo para isolar eletricamente as veias pulmonares, impedindo que impulsos elétricos anormais causem a arritmia.
Esta intervenção é recomendada quando os medicamentos antiarrítmicos não controlam a Fibrilhação Auricular em casos selecionados para restaurar o ritmo sinusal.
Foi realizada por um eletrofisiologista na Unidade de Intervenção Cardiovascular daquela Unidade Hospitalar durante 3 horas com Técnicas de Radiofrequência/Crioablação - Métodos convencionais baseados em calor ou frio e Eletroporação (Campo Pulsado): Nova técnica mais rápida e segura, que utiliza energia para isolar as veias sem danificar tecidos adjacentes.
Após o procedimento cirúrgico com anestesia geral deu entrada na Unidade de Cuidados Intensivos pelas pelas 18h00, onde permaneceu sob vigilância até às 10h45m do dia 30.04. 2026, hora a que lhe foi dada alta para continuar em repouso e tratamentos preventivos no domicílio mais cinco dias.
Outro desafio ultrapassado que esperamos resulte e continue a correr bem, como até aqui, ao que vou ajudar com toda a minha dedicação e empenho.
Força marida, está quase...

Os amigos de verdade e os “amigos” entre aspas.

Os primeiros são raros. Os segundos aparecem por todo o lado, como ervas daninhas em vaso caro.
Os segundos são aqueles que tratam a amizade como um cartão de pontos: dão um sorriso hoje, cobram um favor amanhã. Amizade de ocasião, com prazo de validade e etiqueta com o preço.
Há os amigos de conveniência, que só nos descobrem quando precisam de boleia, de companhia ou de alguém que lhes segure o ego, enquanto eles se equilibram.
Há também os amigos da onça: ronronam pela frente, arranham pelas costas. E não, não vêm todos de Peniche. Alguns vêm de muito mais perto – tão perto que até partilham mesa e sobremesa.
E temos agora também os amigos virtuais: fazem pedidos de amizade nas redes sociais com a mesma facilidade com que ignoram um “olá” quando passam por nós na rua. São amigos de polegar, não de presença.
Depois há os verdadeiros. Os que não precisam de estar perto para estar conosco. Os que celebram as nossas vitórias como se fossem deles e que, quando nos vêem cair, não fazem discursos – fazem presença.
São os que nos dizem a verdade mesmo quando preferíamos uma mentira bonita. Os que nos dão a mão quando é preciso levantar… e os que a largam quando sabem que aquela queda é necessária porque faz parte do nosso caminho.
A amizade verdadeira não desbota. Não se gasta. Não se usa para nada – por isso serve para tudo.
Os velhos amigos são assim: a amizade com eles está sempre no princípio, nunca no fim.

Foto na muralha do segundo dos três castelos do Séc., XIV da Vila de Bellinzona, na Suíça, há duas semanas atrás.