Ó Beirã, terra serena, guardiã do meu viver,
Entre pedras e caminhos, passa o vento a cantar.
No teu silêncio nasci e aqui me viste crescer,
Fiz da tua luz destino, fiz do teu chão o meu lar.
Ó Beirã, minha raiz, meu abrigo, meu sonhar,
No teu nome há primavera, há saudade e calor.
Berço que hoje embala, meu tempo de repousar,
Minha aldeia verdadeira, eterno e simples amor.
No meu bairro, cada porta, é a história a sorrir,
Setenta e quatro anos depois e continuas igual.
A minha casa tão antiga, as roseiras a florir,
Beleza que nunca enfada, abrigo e porto final.
