segunda-feira, 18 de maio de 2026

A vida inteira sob o abrigo do Seu manto


No sossego que se instalou nos meus dias, há um silêncio que às vezes pesa… e outras vezes me chama. É nesse chamamento que volto, quase instintivamente, aos pés da Senhora do Carmo.

Ali, diante do Seu olhar de Mãe - tão doce, tão paciente, tão meu - sinto-me outra vez menino. Sento-me devagar, como quem regressa a casa depois de uma longa viagem e deixo que o coração fale por mim.
Falo-Lhe das saudades, das perdas, das pequenas alegrias que ainda me acendem por dentro. E Ela escuta tudo, sem pressa, como sempre escutou desde que eu tinha seis anos e aprendi a servi-La neste chão que me moldou.
Às vezes não digo nada. Fico só ali, a deixar que as memórias me aconcheguem, que me devolvam quem fui e quem ainda sou. E nesse instante, tão simples e tão profundo, sinto que a minha vida inteira cabe no abrigo do Seu manto.
Texto e foto