domingo, 15 de março de 2026

Carpe Diem

Aproveita o dia, não deixes que ele termine sem teres crescido um pouco, sem teres sido feliz, sem teres alimentado os teus sonhos.

Não te deixes vencer pelo desalento.

Não permitas que alguém te negue o direito de te expressares que é quase um dever.

Não abandones a ânsia de fazer da tua vida algo extraordinário.

Não deixes de crer que as palavras e as poesias podem mudar o mundo, porque, passe o que passar, a nossa essência continuará intacta. Somos seres humanos cheios de paixão.

A vida é deserto e oásis, derruba-nos, lastima-nos, ensina-nos e converte-nos em protagonistas da nossa própria história.

Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe. Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.

Não caias no pior dos erros: o silêncio. A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, nem fujas.

Valoriza a beleza das coisas simples, pode fazer-se poesia bela, sobre as pequenas coisas.

Não atraiçoes as tuas crenças. Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos. Isso transforma a vida em um inferno.

Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante e procura vivê-la intensamente sem mediocridades. 

Pensa que em ti está o futuro, encara a tarefa com orgulho e sem medo.

Aprende com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.

Não permitas que a vida se passe sem a teres vivido.

Walt Whitman (1819-1892)

Foto José Coelho

Da minha escritora favorita

Jantar em família em meados da década de 90 do Séc.XX na Toca dos Coelhos

Um tempo de coisas simples

Pertenci a um tempo em que a felicidade cabia em pequenos gestos. Um tempo em que brincar na rua até o pôr do sol era a maior aventura do dia e voltar para casa com os joelhos sujos de terra era sinal de uma infância bem vivida.

Era um tempo em que as conversas aconteciam olhos nos olhos, sentados na calçada ou à volta da mesa. Não havia pressa em responder mensagens, porque as mensagens eram dadas com a voz, com risos e com silêncio partilhado.

Pertenci a um tempo em que um pedaço de pão com manteiga, um copo de leite quente ou uma fruta colhida do quintal tinham um sabor especial. Não porque fossem raros, mas porque eram vividos com calma.

As tardes eram longas, o tempo parecia maior e a vida era feita de coisas que não custavam dinheiro: subir às árvores, correr atrás de uma bola, ouvir histórias dos mais velhos ou simplesmente observar o céu.

Pertenci a um tempo em que a simplicidade não era pobreza, era riqueza. Riqueza de momentos, de presença, de afetos verdadeiros.

Hoje o mundo mudou, tudo é mais rápido, mais barulhento, mais conectado. Mas dentro de mim ainda vive aquele tempo de coisas simples. E talvez seja essa memória que me lembra, todos os dias, que a verdadeira felicidade continua a morar nas pequenas coisas.

Helena Sacadura Cabral

sábado, 14 de março de 2026

Pensamento do dia


Quem somos nós para condenar os erros dos outros?
Mal reconhecemos os nossos...

sexta-feira, 13 de março de 2026

Bom fim de semana


Home Sweet Home - Beirã

Casa arrumada

A primeira foto na classe de Sargentos, no estágio em S. João da Madeira

No Dia da Guarda a 3 de Maio de 1986 num gesto implícito de gratidão, organizei no quartel um almoço-convívio comemorativo da efeméride, para o qual convidei de novo todas as entidades de todos os organismos públicos de Nisa ao que todos compareceram. Foi interessante ver a cara de espanto de alguns daqueles convidados que lá tinham ido em visita de cortesia oito ou nove meses antes cumprimentar-me.
O quartel estava, dentro do possível, um brinco. Restaurado, pintado de fresco e cheirando a asseio, nada tinha a ver com aquele outro bafiento e ruinoso que tinham visto antes. Continuava a ser um edifício velho e a avisar quem de direito que tratasse urgentemente de providenciar um novo quartel, mas pelo menos agora tinha alguma dignidade.
Em meia dúzia de meses o velho edifício fora requalificado pelos profissionais – pedreiros, carpinteiros, canalizadores e outros – da Câmara Municipal de Nisa que para isso se disponibilizou e eu agradeci, pondo ponto final à total indiferença de quem quase tinha deixado ruir todo o edifício com o pretexto de os responsáveis por ele serem a Guarda e o Governo, que esses sim, é que tinham de preocupar-se com isso, sem necessidade de se ter de andar a pedir favores nem à câmara municipal, nem a ninguém.
Nada disso me afetou porque nem tinha pedido nada a ninguém, fora o executivo da CMNisa que se prontificou a “dar um jeito” no edifício com os materiais de toda a espécie existentes no estaleiro municipal, oriundos de outras obras de restauro do município. Como eu sabia que iria ter de passar ali um punhado de anos no comando do posto, resolvi as coisas à minha maneira e agora todos nós, militares que ali trabalhávamos, tínhamos instalações com um mínimo de dignidade.
Em todo o meu percurso profissional desde o momento que ascendi à classe praças, depois à de Cabos e a seguir à de Sargentos, fiz questão de pautar a minha conduta pelo respeito institucional para com toda a gente, quer da minha classe, quer dos meus superiores hierárquicos ou subordinados, quer ainda também das autoridades civis e administrativas, exigindo do mesmo modo, ver espeitados os meus direitos.
Nunca na minha função de comandante de posto me acomodei ao conforto do gabinete, nele permanecendo apenas o tempo necessário ao despacho dos afazeres que eram de minha exclusiva responsabilidade. Porém, assim que os terminava, estava logo dentro de um jipe ou mesmo também a pé a alinhar com os cabos e os guardas no policiamento aos campos, às estradas, às aldeias e a outros sítios da área do posto que eram imensos e dispersos.
Nunca me julguei a omnipotente figura que tinha direito a ficar no bem bom, enquanto os subordinados policiavam a área sob a nossa responsabilidade ao calor ou ao frio no exterior. Muito pelo contrário. Senti-me sempre e só apenas mais um deles, naquela excelente equipa de trinta e seis competentes profissionais.
A única diferença era a de ser apenas eu, de acordo com as ordens e diretivas do oficial comandante da secção, a assumir a responsabilidade de planear estratégias por forma a termos permanentemente toda a área do posto vigiada e sob controlo. Mas até nisso tive sempre o auxílio da excecional competência e lealdade de todo o efetivo que me transmitia as informações que iam discretamente recolhendo junto da população, sendo essa criteriosa tarefa meio caminho andado para um planeamento mais eficaz.
Éramos, inquestionavelmente, uma verdadeira equipa.
E todos, nunca fomos demais…

José Coelho in Histórias do Cota

quinta-feira, 12 de março de 2026

Obrigado, Vida



Ter um lugar para ir, é lar. Ter alguém para amar, é família.
Ter os dois, é bênção.

Necessidade vital


Na procura incessante da paz de espírito é fundamental aprendermos a ouvir o silêncio e a respeitar o nosso próprio ritmo. A verdadeira serenidade revela-se nos momentos em que nos aceitamos como somos e acolhemos as nossas fragilidades como fazendo parte de nós.
É nesse espaço de aceitação que a nossa força interior cresce e nos incentiva a enfrentarmos qualquer desafio, conferindo-nos mais resiliência.
Sermos gratos pelas pequenas coisas do nosso dia a dia, pode também melhorar a nossa percepção da realidade. Valorizar coisas simples como um simples momento de serenidade ou um gesto de carinho, ajuda-nos a construir uma sólida base de autoconfiança.
Ao cuidarmos do nosso equilíbrio emocional, tornar-nos-emos com toda a certeza mais capazes de lidar com as adversidades e de aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.
Priorizarmos a paz interior não é um luxo, mas uma necessidade vital. Ao fazermos escolhas conscientes, alinhadas com os nossos princípios e valores, abrimos espaço para uma vida mais autêntica e feliz, onde o amor-próprio e o respeito por nós próprios serão sempre a bússola que guiará cada um dos nossos passos.