quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Bendita fartura


Nascente de água viva a brotar da rocha entre o lugar da Murta e o da Anta no CM 1024 mais conhecido por Estrada da Herdade dos Pombais - Beirã.

Vídeo José Coelho 
26 fevereiro 2026

Palavras leva-as o vento


O que nos define são as nossas atitudes, porque palavras leva-as o vento, diz a máxima bastante conhecida com a qual concordo em absoluto. Pode uma pessoa proferir frases muito belas e argumentar com muita veemência, mas a forma como vive e aquilo que faz é que define e revela quem ela é e o que transporta no coração.
O mundo anda envolvido num limbo de turbulência e desmantelamento da ordem e dos valores, que ensombra perigosamente um futuro a necessitar aflitivamente de amor, de respeito, de empatia e de repararmos uns nos outros, para percebermos que somos parte de um todo.
A vida acontece também fora de nós e estende-se muito lá da nossa zona de conforto.
Precisamos e devemos cuidar do que somos, bem como dos nossos sentimentos, mas se só nos preocupamos com o eu, estamos a negligenciar completamente o nosso papel na sociedade, a nossa capacidade de nos relacionarmos e de fazermos a diferença na vida uns dos outros.
Cada pessoa tem a sua forma de comunicar com o Deus em que acredita para se sentir bem. Contudo, apesar de frequentarem igrejas, mesquitas e os mais diversos cultos, todos os dias assistimos a cenas de total falta de compaixão pelo próximo.
Nem sequer os mais frágeis escapam – doentes, crianças, idosos – que, pelo contrário, são sempre os mais castigadas por essa onda de impiedade coletiva.
Depois, lado a lado com a violência explícita, existe também a violência velada, implícita, indireta e extremamente prejudicial: o desprezo, o silêncio diante do mal e muitas outras atitudes que revelam maldade em toda a acepção da palavra.
Pessoas há também que conseguem ser melhores na rua, do que em casa. Encenam uma figura bondosa em sociedade mas nos seus lares são um verdadeiro inferno porque tratam mal os seus familiares das mais variadas formas.
Muitas pessoas se contradizem diariamente fingindo o que não são e por isso tentam expiar as suas culpas nos locais sagrados fazendo caridade por obrigação, na tentativa de receberem o perdão, porque têm consciência plena do mal que fazem.
Mas de que adianta rezar, se continuam a praticar os mesmos erros?


Venho dos lados da aurora
Onde vi nascer as fontes
Entre o naufrágio de sonhos
Perfumados de horizontes.

Trago imagens de papoilas
E a fogueira das queimadas.
Os meus olhos já não podem
Olhar as terras lavradas...

Que caminhos de aflição
Onde as nuvens se juntaram,
Erguendo escuras bandeiras
Que à noitinha desfraldaram!

Venho do Sul, do meu povo,
E trago os ventos roubados
À natureza onde vivem
Os camponeses cansados.

Mas também trago a saudade
Das formosas madrugadas:
As cantigas do meu povo
Que em surdina são cantadas.

Antunes da Silva

Nascer do sol na Beirã

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Escolhas que nos curam


Ir embora de alguns lugares, também é cuidar de si. Afastar-se de algumas pessoas, também é proteger-se e fechar algumas portas também é uma forma de amor. 

Nem todas as atitudes significam abandono ou cobardia, mas apenas amor-próprio. Aprender a reconhecer o momento certo de ir embora é um sinal de maturidade e respeito pelos nossos limites. 

Ao escolher o que nos faz bem, cultivamos uma relação mais saudável conosco mesmos e criamos espaço para oportunidades e experiências que estão verdadeiramente alinhadas com os nossos valores.

José Coelho

Para quem não souber e queira saber

Quaresma - São Quarenta dias. Tempo Forte de Conversão; Penitência, Jejum, Esmola e Oração, tempo de refletirmos no extremo Amor de Deus, que entregou Seu Filho Único, Jesus, que, Obediente ao Pai, morreu numa Cruz, para Salvar Todos nós.
Nos quarenta dias da Quaresma, não se coloca flores na Igreja, não se canta Aleluia, nem o Glória. Também não se usa muitos instrumentos musicais, para que, no Domingo de Páscoa extravasemos nossa Alegria, Cantando, Tocando e Louvando Jesus Nosso Deus de Amor, que morreu e Ressuscitou por Todos nós, para que tenhamos a Vida Eterna.
Na Semana Santa, cobre-se as imagens da Igreja com um pano roxo. (Infelizmente algumas Igrejas, que cobrem as Imagens, e colocam cartazes que Não tem nada haver com Quaresma /Conversão muitas vezes são questões meramente política .)
A Quaresma começa na Quarta-feira de cinzas e vai até o Domingo de Ramos. Ainda no Tempo da Quaresma entramos na Semana Santa.
Na Quinta-feira da Semana Santa, começa o Tríduo Pascal.
Para bem Celebramos a Páscoa, a Igreja nos oferece o Tríduo Pascal.
Quinta-feira, Dia da Ultima Ceia de Jesus e Seus Discípulos, antes de Sua Morte e Ressurreição , Dia em que Jesus Instituiu a Santíssima Eucaristia e o Sacerdócio. Nesta noite, Jesus sendo o Senhor lavou os pés dos Discípulos, nos Ensinado a Humildade, Principalmente aos que Evangelizam.
Sexta-feira Santa Celebramos a Paixão e morte do Senhor Jesus Cristo, este é o único dia em que na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, Não se Celebra a Santa Missa. Acontece apenas a Celebração da Liturgia da Palavra e a Comunhão da Eucaristia deixando apenas a Eucaristia do Ostensório.
Sábado Santo - Durante o dia a Igreja, isto é, os Fiéis permanecem em Silêncio, refletindo a Paixão e Morte de Jesus.
Na noite de sábado, inicia-se a Celebração com a Benção do fogo, e no decorrer da Santa Missa a Benção da água. Normalmente esta Santa Missa termina nas primeiras horas de domingo, e ao Cantar o Glória, Festejamos a Ressurreição de Jesus. Terminando assim o Tempo de Quaresma. E entramos no Tempo Pascal.
Tempo Pascal - A cor do Tempo Pascal é branco.
No Domingo da Pascoa, comemoramos a Ressurreição de Jesus. Todos os dias durante cinquenta dias, isto é, do Domingo de Pascoa até o Dia do Pentecostes, Dia em que Jesus enviou o Espírito Santo, aos Seus Discípulos de Ontem de hoje e de Sempre, e envia para Todos os Batizados e onde o Espírito Santo quiser.
Assim o Tempo Pascal, vai do dia que comemoramos a Ressurreição de Jesus, até o dia de Pentecostes.

Site Católicos Pela Fé

Fiel a mim mesmo


Vivemos uma época em que somos constantemente desafiados pelos acontecimentos à nossa volta. Notícias, experiências pessoais e situações inesperadas colocam muitas vezes à prova a nossa capacidade de manter a esperança, a bondade e os valores em que acreditamos.
Ainda assim continuo a acreditar que o bem, por mais obscuro que possa parecer, encontra sempre uma maneira de se manifestar e de regressar às nossas vidas.
Possuir um coração bondoso é um ato de coragem. É fácil deixar que as adversidades endureçam os nossos sentimentos e aos poucos nos tornem mais distantes da nossa essência. Contudo, é justamente nesses momentos que ao resistirmos à tentação de endurecer, demonstramos a nossa verdadeira força.
A bondade não é sinal de fraqueza, mas de uma postura consciente perante o mundo, um compromisso diário de não nos perdermos, mesmo quando tudo parece conspirar contra.
Existem coisas que não se negociam. Os nossos princípios, assim como os valores pelos quais guiamos as nossas escolhas são âncoras no meio das tempestades. Eles recordam-nos quem somos e no que acreditamos mesmo quando pressionados a agir de modo contrário.
Romper com esses princípios seria perdermo-nos e permitir que o mundo nos moldasse, em vez de continuarmos a ser donos da nossa própria história.
Ser fiel a si mesmo é um desafio diário. Em muitos momentos, surge a tentação de agradar aos outros, ou de adaptar as nossas atitudes para sermos mais bem aceites ou compreendidos. No entanto, a verdadeira paz vem de sabermos que, independentemente das circunstâncias, permanecemos autênticos, sem abrir mão da nossa essência.
A integridade pessoal é um tesouro que não tem preço e que ilumina o nosso caminho, mesmo nas horas mais difíceis.
Acreditar no retorno do bem, manter o coração aberto e proteger os nossos princípios são atitudes que nos ajudam a atravessar as tempestades da vida sem perdermos a direção. Por mais que o mundo tente endurecer-nos, vale a pena resistir e continuar a ser quem somos.
No fim, talvez o maior triunfo seja mesmo esse: seguirmos o nosso próprio caminho com coragem, verdade e bondade, sem nos perdermos para agradar a outrem.

José Coelho

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

(Matur)idade


A nossa vida muda com a idade. Deixamos de aceitar conflitos e de dar explicações seja a quem for.

Optamos por rodear-nos de cada vez menos pessoas, começamos a eleger o silêncio e a escolher a ausência para nos dedicarmos apenas ao que nos concede paz.
Começamos a ver as coisas como elas são e cada vez menos como parecem, a preservar o melhor de nós só para quem nos conhece e estima.
Aprendemos a ficar calados e a abrir mão de muitas coisas, a selecionar o útil e o fútil porque tudo o que é inútil deixa de nos importar.
Livramo-nos de muitas coisas: palavras, pessoas e objetos para ficarmos apenas com o que nos torna melhores.
Em resumo aprendemos a deixar ir o que tem de ir e a aceitar o que veio para ficar.