sexta-feira, 3 de abril de 2026

Sexta-feira Santa 2026


Hoje é dia de silêncio, de gratidão e de reflexão. Sexta-feira Santa é o dia que nos ajuda a lembrar o maior ato de amor da história da humanidade. Jesus entregou a sua vida por nós, para que tivéssemos vida em abundância. É tempo de olhar para dentro, de renovar a fé e fortalecer o espírito.

É tempo de sermos mais compassivos, mais humildes, mais humanos! Que a esperança renasça em cada passo, em cada gesto. O amor venceu a dor mais insuportável que pode existir. A luz superou as trevas que pairavam pelo mundo. Mesmo diante da cruz, a promessa de ressurreição.

Que esta Sexta-Feira Santa não seja apenas mais um feriado, mas de lembrança, de transformação e principalmente de sacrifício e humanidade. Que a Páscoa seja refúgio, luz, renovação e alegria. Nunca deixe de ser uma pessoa boa. A vida é recíproca, e o bem que fazemos irá encontrar o caminho de volta. Seja a pessoa que oferece algo bom. O que os outros oferecem de volta não é sobre si, mas sim o reflexo do que eles são!

Neste momento sagrado, abramos espaço para a serenidade e para o perdão. Que possamos encontrar na simplicidade dos pequenos gestos a verdadeira essência da fé, reconhecendo que cada ato de bondade transforma não só o outro, mas também nós mesmos. Celebre esta Sexta-feira Santa com o coração aberto, permitindo que o amor divino ilumine cada decisão e inspire novas atitudes de compaixão e respeito.

José Coelho

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Sonhemos e acreditemos

Na nossa vida, somos constantemente impulsionados a seguir caminhos já traçados por outros, a atender expectativas alheias e a ignorar os nossos desejos mais profundos. Existe, no entanto, uma força poderosa em acreditar e ter fé no caminho que decidimos seguir.
Ouvir e seguir o que nos diz o nosso coração é um ato de coragem. Significa aceitar opiniões apenas quando elas contribuem para o nosso crescimento e acrescentam valor à nossa vida.
Não permitamos que sejam os outros a ditarem como devemos viver, amar ou sentir.
Cada pessoa tem uma essência única e ferir essa verdade em busca da aprovação alheia é afastarmo-nos de nós mesmos. Sejamos sempre fiéis à nossa verdade e escolhamos ser a pessoa que desejamos ser, não aquela que os outros esperam que sejamos.
Crescer, evoluir e aprender, são processos que acontecem no tempo de cada um. Não há necessidade de pressa, nem de comparação com o ritmo de ninguém. Orgulhemo-nos das conquistas, das superações e da pessoa que nos tornámos ao longo da nossa trajetória.
Amemo-nos mais a cada dia e reconheçamos o valor de sermos autênticos.
A vida é feita de mudanças, perdas e aprendizagens. Não tenhamos medo de mudar, de recomeçar ou de transformar os desafios em lições valiosas. O perdão, seja a nós mesmos ou aos outros, é uma escolha que liberta e permite seguir em frente com leveza.
Cada passo dado, cada decisão tomada, são capítulos importantes da nossa vida.
Permitamo-nos escrever uma história que nos preencha, nos orgulhe e valha a pena ser contada. Escolhamos viver de maneira plena, abraçando tudo aquilo que nos faz felizes, para que a nossa trajetória seja marcada pela autenticidade, coragem e amor próprio.
Porque a vida é única e merece ser vivida de acordo com os nossos sonhos e princípios.
Mais do que seguir padrões pré-concebidos, permitamo-nos ser, sentir e viver, tudo aquilo que nos faz felizes. Escolhamos todos os dias ser protagonistas da nossa própria história e deixemos fluir tudo o que faz o nosso coração vibrar e traz sentido à nossa existência.
Sejamos quem queremos ser sem remorso, sem culpa e sem medo.

Primeiro Dia do Tríduo Pascal

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Nada acontece por acaso


Ao deixar Nisa em finais de 1992 apresentei, primeiro por escrito e a seguir pessoalmente, a minha despedida e profunda gratidão pela excelente cooperação a todas a entidades, como havia feito em 1985 à chegada.

No dia e hora em que fui despedir-me do Senhor Presidente da Câmara, a primeira coisa que ele disse e fez mesmo questão de me informar pessoalmente, foi que na Reunião de Câmara anterior havia sido deliberada e ficara registada em Acta, uma referência elogiosa à minha prestação pessoal, profissional e institucional para com a Comunidade e Instituições de Nisa, documento esse de que poderia, se quisesse, requerer uma cópia.
Entendi não necessitar de comprovativo algum, sendo para mim suficiente aquela informação verbal do Exmº Senhor Presidente a quem ficarei grato toda a vida, com plena consciência do dever cumprido.
E porque decidi deixar Nisa, se gostava tanto de lá viver, prestar serviço e me sentia lá tão feliz?
É fácil explicar, e, creio, de entender também. Para cumprir a vontade do meu pai de ficar com a sua – nossa – casa, tive de ressarcir cada irmã da parte que lhes pertencia da herança, o que fiz logo em seguida com as modestas poupanças que ia conseguindo amealhar.
Depois, a casa era pequenina como já referi. Quatro pequenas divisões. Era necessário ampliá-la para nela nos acomodarmos e vivermos todos com um mínimo de conforto. E para tal, foi necessário fazer um empréstimo bancário prontamente resolvido, mas que era necessário ir pagando mensalmente, conforme o compromisso assumido.
Os filhos estavam a crescer e a necessitar de cada vez mais apoio. Só com o meu vencimento não estava a ser fácil e a minha companheira, como sempre, decidiu ajudar, procurando trabalho. Só conseguimos uma oferta para entrada quase imediata, num estabelecimento comercial que um empresário de Nisa ia abrir em Castelo de Vide.
Foi exatamente nessa altura que o comandante do posto de Portalegre deixou vago o lugar por motivo imprevisto e o comandante do posto de Castelo de Vide desejava ir ocupar aquela vaga. Nesse tempo, a prioridade nas colocações e transferências ainda era executada dando preferência à antiguidade no posto de todos os candidatos, sendo então eu o mais antigo de todos.
Telefonei imediatamente ao comandante interino da Secção a dar-lhe conhecimento que estava interessado na colocação em Castelo de Vide e explicando-lhe o motivo. No mesmo instante me foi respondido que lhe enviasse o pedido de transferência.
Em menos de três semanas estava colocado como comandante do posto de Castelo de Vide e a esposa a trabalhar no seu novo emprego, para desgosto imenso dos nossos filhos que já tinham as suas amizades em Nisa e adoravam lá viver como nós. Mas não se pode ter tudo e às vezes temos de adaptar a nossa vida às nossas necessidades e possibilidades.

Nada fazia prever o que afastou o comandante do posto de Portalegre que desencadeou toda aquela situação.
Sucedeu uma vez mais tudo assim, no momento certo, quando eu mais precisava. Por esta e por muitíssimas outras “casualidades” que me foram acontecendo ao longo da vida, escrevo frequentemente aquilo em que acredito. Deus é Pai. Nunca o vi, mas já o senti próximo de mim algumas vezes.

E esta foi uma delas, a confirmar as minhas convicções. Nas nossas vidas, nada acontece por acaso.
Foto do baú
Em Castelo de Vide