sábado, 11 de abril de 2026

Reflexão para hoje


Há olhares que não nos admiram, apenas nos medem. Há sorrisos que não cativam, apenas disfarçam. A inveja não é do que temos, mas do que somos e da luz que transportamos sem precisar apagar a de ninguém.

No início, perguntava-me: porque é que as pessoas são assim? Mas hoje entendo que a inveja não é sobre mim, é pelo vazio das suas próprias vidas que não conseguem preencher. Não lhes guardo rancor.
Sigo o meu caminho com a alma leve, o coração inteiro e a certeza de que o que é verdadeiro não se altera pelo olhar alheio. A nossa essência não é sombra, é sol. E o sol não se apaga.
* 11. 04. 2026

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Bom fim de semana


Que a serenidade, a resiliência e o amor-próprio sejam a bússola que nos guie e ajude a ultrapassar adversidades, a lembrar que depois da tempestade, a luz voltará sempre a brilhar.
José Coelho e Maria Coelho

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Efeméride

Evocando o 108.º Aniversário da Batalha de La Lys, assinalou-se hoje o Dia do Combatente. Honrar quem combateu é garantir que o seu legado permanece vivo em cada militar que serve a Nação Portuguesa.
José Manuel Lourenço Coelho
1ºCabo Transmissões de Infª
Angola - Março 1972/Junho1974 

Nem oito - ontem, nem oitenta - hoje

O casaco do fato de treino estava a mais e teve de fazer de cinto porque parecia já uma tarde de verão!

09. 04. 2026

Meu querido Alto Alentejo

Seara de centeio a ondular ao vento
Vídeo José Coelho 
09. 04. 2026

Vida para viver, bênçãos para colher, motivos para agradecer


A natureza humana é, por essência, gregária. Precisamos de camaradagem, de partilhar alegrias e dissabores, de sentir que pertencemos a algo maior do que nós. Muitas vezes, o segredo para suavizar os pesares do destino reside na soma de pequenos gestos simples, quase invisíveis, mas de valor imenso. Um café matinal com os amigos é mais do que um hábito: é um ritual de sobrevivência anímica.

As rotinas, tantas vezes aborrecidas, são também o que mantêm a mente desperta, o corpo em movimento e os dias organizados. Passamos a vida a desejar o que não temos e a desvalorizar o que, mais tarde, aprenderemos a apreciar. Somos contraditórios por natureza, raramente satisfeitos. Ainda assim, é a rotina – mesmo a mais monótona – que estrutura o quotidiano e lhe dá sentido.

Muitos imaginam a aposentação como um mar de rosas: a libertação dos horários rígidos, dos chefes exigentes, das pressões laborais. É verdade que o reformado ganha tempo, descanso e autonomia. Mas esses privilégios não escondem totalmente as sombras que se insinuam.

Com o tempo, surgem desafios inesperados: pensões curtas que exigem malabarismos, a vitalidade que diminui, a saúde que se fragiliza, a ausência das tarefas que davam utilidade ao dia. Perde-se o convívio diário com colegas que foram quase família. A inatividade, longe de ser apenas descanso, pode transformar-se em tédio, melancolia e até depressão.

A reforma coincide, muitas vezes, com a reta final da existência – fase em que a memória se torna mais viva do que o presente. Basta abrir uma gaveta antiga, encontrar uma fotografia amarelada ou ouvir uma música de outros tempos para sentir a presença dos que partiram. A saudade chega assim, sem aviso, mas com a doçura de quem recorda o que valeu a pena viver.

Ainda assim, os pequenos prazeres resistem: um convívio inesperado, uma conversa demorada, um sorriso partilhado. São estes momentos de humanidade que lembram ao reformado que ainda há vida para viver, bênçãos para colher e motivos para agradecer.

A aposentação é feita de somas e subtrações: rotinas que organizam, convívios que aquecem, perdas que doem e pequenos prazeres que compensam. Talvez o segredo esteja em reconhecer, nos gestos mínimos, a felicidade possível.

José Coelho

Home, Sweet Home


Foto José Coelho