terça-feira, 7 de abril de 2026

Branco Escusa 2025

As uvas vieram quase todas da Escusa da latada do filhote Manel Coelho porque a minha produção era insuficiente.

O saber fazer, foi obra dos meus dois grandes amigos, vizinho José Maroco (Maroquito) da casa em frente à minha, e do tio José Dionísio de Póvoa e Meadas, que me ensinaram a fazer vinho.

Que descansem os dois em paz, junto de Deus.

A desfega e engarrafamento foi esta tarde.

Está...... Belíssimo!

07. 04. 2026

Nem sempre as mudanças são para melhor

Duas miniaturas da minha coleção de uniformes

Até finais da década de 90 do século XX, a presença da Guarda nas aldeias era completamente diferente da que hoje conhecemos. As patrulhas faziam-se a pé, num exercício diário de proximidade, conhecimento do território e contacto humano.

Os guardas saíam do posto em patrulhas de dois elementos, caminhando quilómetros por estradas e caminhos rurais – um de cada lado da estrada ou caminho – atentos a tudo o que acontecia. Citavam pessoas para os tribunais, fiscalizavam o trânsito de carroças, bicicletas e motorizadas e eram frequentemente chamados a intervir em pequenos furtos, desavenças ou outras ocorrências próprias do quotidiano rural.

A maior parte dos efetivos permaneciam décadas no mesmo quartel. Conheciam as famílias, sabiam os nomes, as histórias e até os feitios de cada um. Essa continuidade criava uma relação de confiança e respeito mútuo entre a autoridade e a população.

Não era raro que a fiscalização se transformasse numa conversa, num conselho ou numa simples troca de impressões sobre a vida da aldeia.

Fazia também parte do policiamento visitar os estabelecimentos locais tais como mercearias, tabernas e outras coletividades, porque muitas vezes uma bebida partilhada e dois dedos de conversa resultavam na recolha de informações – a vox populi muito importante – acerca dos mais diversos problemas locais, ou apenas para um momento de pausa antes de retomarem o caminho.

Ao final do dia as patrulhas que saíam depois do almoço, ou à hora de almoço as que saíam de manhã cedo, regressavam novamente a pé ao posto, levando consigo notícias, recados e, de modo geral, o pulsar da vida nas aldeias que dessa forma policiavam.

Esse modo tão natural de presença constante hoje desaparecida, era mais do que um mero policiamento: era presença, proximidade e humanidade. A autoridade exercida com passos firmes, olhos atentos e diálogo constante que deixou marca na memória coletiva das localidades.

Recordar esses tempos é recordar uma forma diferente de praticar a segurança, onde a lei caminhava lado a lado com as pessoas num policiamento de proximidade, entreajuda e cooperação, numa privilegiada atenção à segurança e bem-estar das populações rurais, principalmente dos idosos que viviam sozinhos ou em locais isolados.

Em meu entender, nem sempre aquilo que se modifica, fica melhor…

José Coelho


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Pela minha Freguesia


Segunda-feira de pascoela foi tarde de caminhada para "queimar" os "disparates" pascais - bolos fintos, amêndoas de todas as cores e sabores, tijeladas, arroz-doces, mousses de manga, sopas de cachola, assados de forno de lenha e... bem... mais não digo. Deixo-vos "um cheirinho" dos sons dos campos da minha freguesia, porque os aromas que rescendem por toda a parte, não é possível repartir convosco. Ora ouçam...

06. 04. 2026

Bora lá...


"A corda e o caldeirão sempre atrás um do outro" como se diz por aqui quando duas pessoas andam sempre juntas. Esse "dito" simbolizava os caldeirões com a sua inseparável corda que permanecia sobre a parede ou cobertura dos poços para se poder tirar a água lá do fundo.

06. 04. 2026

Não há dinheiro que valha


Vir de uma boa família não é quando se cresceu rodeado de muito dinheiro. Vir de uma boa família é quando se foi educado daqueles valores e princípios, essenciais para a vida. A escola é para ensinar a ler, escrever e fazer contas. A formação do caráter tem de vir desde o berço.

O meu pai foi o mais humilde dos homens, mas possuía uma só palavra e um coração de ouro. As suas calejadas mãos de mestre, multiplicavam tudo aquilo em que tocavam. Ensinou-me a cuidar da terra, a plantar e tratar de tudo o que necessitamos para viver.
A minha mãe foi uma santa. Sem saber ler nem escrever, sabia tantas coisas de memória que dariam para elaborar uma enciclopédia. Era amada e respeitada por quantos a conheciam. Ainda hoje ouço falar dela com ternura e das suas qualidades, a quem a conheceu.
Por isso procuro todos os dias honrar a sua querida memória e agradeço a herança imaterial que me deixaram. Obrigado, António Maria Coelho e Florinda da Conceição Lourenço. Que a terra vos seja leve e descansem na paz que toda a vossa vida praticaram.

Texto e foto

domingo, 5 de abril de 2026

sábado, 4 de abril de 2026

Boas Festas


Nós somos casa e viagem para o resto da vida


Maria Coelho e José Coelho