segunda-feira, 20 de abril de 2026

Boa semana


Ser pessoa de verdade nunca saiu de moda. Não é o que vestimos, temos ou sabemos que nos definem, mas sim a forma como tratamos as pessoas.

A educação não se compra, o carácter não se empresta e a humildade não se finge.

Têm-se, ou não.

Não adianta ter tudo por fora e ser vazio por dentro. Não adianta ter diplomas na parede e arrogância no olhar.

O que fica na memória das pessoas não é o que conquistamos mas sim o bem que fazemos, o respeito que deixamos e a verdade que transportamos no coração.

É isso que nos faz grandes.

Foto Maria Coelho

Viagem de sonho (I)





Milão - Itália 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Convite aceite


Há pessoas que passam a vida inteira a fugir da responsabilidade; eu fiz sempre o contrário: fui ao encontro dela, mesmo quando isso significava levar pontapés, humilhações, calúnias e portas fechadas. 

E continuo. 

Não por glória, não por recompensa, mas porque a minha consciência não me deixa fazer diferente.

José Coelho

Foto - Bombeiros Voluntários de Marvão

Mais que merecido


Pela sexta vez a vila de Marvão foi distinguida
com o Prémio Cinco Estrelas Regiões.

2019, 2020, 2021, 2022, 2025 e 2026.

O que não valeu a pena


Apaga da tua memória tudo o que não valeu a pena: Quem te mentiu e enganou, quem tentou prejudicar-te, quem usou máscaras e te magoou, quem te utilizou só para conseguir o que queria, quem não soube valorizar-te e nunca chegou a saber quem realmente és.

José Coelho 

Tudo vale a pena


"Tudo vale a pena se a alma não é pequena" é um dos versos mais célebres do poeta português Fernando Pessoa, parte do poema
"Mar Português" na obra Mensagem (1934).
A frase significa que qualquer sacrifício ou esforço é recompensado se tivermos grandeza de espírito, coragem e determinação para enfrentar as dificuldades.

Estória Resumida de um Caminho a Dois


Foi em julho de 1971 que essa caminhada de vida partilhada começou, marcada sempre por desafios e conquistas.

Em Elvas, durante o serviço militar, dois jovens ficaram noivos e logo se viram separados pelas vicissitudes da época: a mobilização para a guerra em outubro seguinte e o embarque para Angola em março de 1972, até ao regresso em junho de 1974.
Foi duro esse período de ausência, mas não quebrou os laços que, pelo contrário, se fortaleceram na distância.
Após o regresso, iniciou-se uma nova etapa, igualmente complexa: encontrar um emprego estável para construir uma família. A noiva, órfã de mãe desde 1971, vivia em casa de uma irmã, enquanto o noivo teve de migrar para longe de casa, em busca de sustento.
Com vidas separadas por centenas de quilómetros e condições precárias, decidiram casar em 1976, depois de cinco anos de noivado.
A decisão foi tomada sem hesitações: porque sim, porque o amor e a vontade de partilhar a vida eram mais fortes do que todos os obstáculos.
Inconformada com a distância e os perigos do trabalho do marido, a esposa perseverou até convencê-lo a mudar de rumo, contando com o apoio da sogra.
Com frases que misturavam preocupação e humor "Não morreste na guerra, vais morrer algum dia naquele “malçoado” buraco!" conseguiram fazer com que ele deixasse as minas e ingressasse numa profissão inesperada, repleta de desafios e mentalidades antiquadas.
Mas nem as dificuldades, nem as armadilhas ou humilhações o fizeram desistir. Pelo contrário, enfrentou os obstáculos com determinação, obteve as melhores notas e continuou a evoluir: ascendeu a cabo e depois a sargento, num mérito conquistado a duras penas porque as habilitações literárias eram as mínimas possíveis.
Quando finalmente regressou a casa com o diploma de sargento da Guarda Nacional Republicana na bagagem, as emoções transbordaram: lágrimas e abraços, no conforto silencioso e terno da companheira. Não recebeu ajudas nem favores, apenas o apoio incondicional de quem cuidou dos filhos sozinha durante três longos anos, enquanto ele se dedicava à formação, longe de casa e da família.
Voltava às sextas-feiras de madrugada e partia aos domingos à tarde, numa rotina exigente que provou a força do seu vínculo, durante três longuíssimos anos.
No fim, as conquistas também pertenciam a quem o incentivou a mudar de vida e enfrentou todas as "alhadas" consigo. Caminham juntos, cúmplices e amigos há já cinquenta e cinco anos.
Não foi um caminho só de rosas, mas também não foi apenas de espinhos.
Como em qualquer vida, houve dias felizes, dias assim-assim e dias menos bons. Mas nunca pararam nem desistiram. Continuaram sempre a caminhar, ultrapassando cada obstáculo, lado a lado.
Esta “estória” culmina numa imagem simbólica: o casal a caminhar juntos, descontraídos, sobre a Ponte do Milénio em Chaves, captados casualmente por alguém sem que se apercebessem.
A harmonia era tal que caminhavam com o passo certo, lado a lado.
Seria só acaso?
Talvez.
Ou talvez não seja acaso, mas a força de uma caminhada feita em conjunto, com amor, persistência e companheirismo.
A “estória” descrita é, antes de tudo, um testemunho sobre o valor de caminhar juntos na vida, enfrentando as adversidades com coragem e união.
Para eles, como para todos vós, o segredo está em nunca parar, nunca desistir e acreditar que cada passo, mesmo quando difícil, faz parte do caminho e vale a pena ser trilhado.
A caminhar juntos desde julho de 1971, casados desde agosto de 1976:
"Contra ventos e marés" (*)
(*) Expressão idiomática que significa superar todas as dificuldades, obstáculos ou adversidades com coragem, persistência e determinação, mesmo perante cenários desfavoráveis ou resistência externa, mantendo o objetivo final, independentemente dos desafios.