Meu vicio da escrita...
Aos 07 de Março de 2015 nasceu este blogue que tal como o seu antecessor TocadosCoelhos pretende apenas ser um ponto de encontro e de entretenimento pautando-se sempre pelas regras da isenção, da boa educação e do civismo em geral. Sejam muito bem-vindos.
terça-feira, 30 de junho de 2026
Testemunha silenciosa
segunda-feira, 29 de junho de 2026
O fado da velhice
domingo, 28 de junho de 2026
Um fim de tarde em que a Beirã voltou a ser menina
A dignidade não se negocia
Na vida, tudo acontece no tempo que lhe pertence. Nem antes, nem depois. E por mais que tentemos antecipar o que aí vem, há sempre um instante que nos escapa, aquele em que o imprevisível decide entrar pela porta sem pedir licença.
Fui
educado a acreditar que as pessoas são, como nós, bem‑intencionadas. A confiar
primeiro, a duvidar só quando a vida obriga. É natural: quem cresce rodeado de
exemplos firmes aprende a ver o mundo com olhos limpos. A minha família não
tinha pergaminhos, mas tinha algo maior: princípios que se transmitiam sem
discursos, apenas pelo modo de estar.
Bondade,
honestidade, educação, respeito. Valores simples, mas tão exigentes que, quando
vividos a sério, iluminam tudo à volta.
Ao
longo do caminho encontrei de tudo. Do melhor, que felizmente foi muito; e do
pior, que apesar de menos frequente, deixou marcas profundas. Não guardo
rancores, só memórias arrumadas no sótão da alma, com pequenos marcadores para
quando preciso reaprender a superar a dor.
Porque
ela volta, sempre volta, com novos rostos e novas palavras, mas com o mesmo
amargor antigo.
Há
almas onde nada floresce. Não por culpa das sementes, mas pela aridez do
terreno. Diplomas, títulos, erudição, nada disso corrige o que nasce torto no
coração. E por mais que nos custe aceitar, há pessoas que não se deixam tocar
pela bondade, nem pela educação, nem pelo respeito que para nós são
invioláveis.
Ainda
assim, não desisto. Acredito num mundo mais justo, mesmo sabendo que não o
mudarei sozinho. As minhas capacidades podem não ser vastas, mas são
verdadeiras. E são herança daqueles a quem devo tudo: os que me ensinaram que a
dignidade humana não se negocia, vive‑se.
É isso que procuro fazer, todos os dias.
José Coelho


.jpg)



