Hoje, 16 de junho de 2026, celebro dez anos de algo que não se mede apenas em tempo: mede-se em vida. Há datas que não se esquecem porque marcam o antes e o depois – e esta é uma delas.
Agradeço à Vida, que me permitiu continuar o caminho. Agradeço a todas as Divindades do Universo, forças visíveis e invisíveis que me sustentaram quando o medo apertou.
Agradeço, com respeito profundo, ao distinto cirurgião Dr. João Varregoso e à excelente equipa do Hospital Lusíadas Lisboa, que hoje me recebeu pela décima vez para o meu check up anual.
Foi ali, há dez anos, que dele ouvi a frase que nenhum homem quer escutar: “Vamos ter de operar.” E foi ali também que encontrei competência, humanidade e a serenidade necessária para confiar.
Hoje, regressar àquele hospital não foi um peso, foi uma celebração. Dez anos de sucesso. Dez anos de qualidade de vida. Dez anos de gratidão silenciosa por tudo o que poderia ter sido diferente… mas não foi.
Ainda sou eu. E sou, talvez, um pouco mais: mais consciente, mais grato, mais atento ao milagre discreto de cada dia.
Deixo ainda uma palavra para todos os que hoje se confrontam com diagnósticos duros, inesperados, capazes de abalar o mais firme dos espíritos.
Sei bem o que é sentir o chão fugir debaixo dos pés, por instantes.
Mas também sei que a esperança é uma força real, concreta, que transforma destinos.
Acreditem: tudo é possível quando se junta a ciência, a fé – seja ela qual for – e a vontade profunda de continuar.
Nunca desistam. Nunca deixem de acreditar. A vida tem uma capacidade extraordinária de nos surpreender quando menos esperamos.
Texto e foto
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