Os limites não nascem da raiva. Nascem da calma. São a forma mais madura de dizer: “Eu estou aqui, e aqui termina o que eu permito.”
Durante muito tempo, tentei ser abrigo para todos. Ouvi mais do que devia, aceitei mais do que era justo, carreguei pesos que não eram meus. Por solidariedade, por hábito, por aquela vontade amiga de não deixar ninguém para trás.
Mas chega um momento em que a alma pede ordem. Pede silêncio. Pede fronteiras.
Os limites não são muros. São portas com fecho. Abrem-se quando há respeito, fecham-se quando há descuido.
Não preciso levantar a voz para me proteger. Não preciso justificar-me. Não preciso explicar o que é evidente: a minha paz será sempre prioridade.
Limites é saber dizer “não” sem culpa; saber afastarmo-nos sem drama; responder com calma a quem chega com tempestade; escolher quem fica e quem não pode continuar.
E, ao contrário do que muitos pensam, os limites não afastam pessoas, afastam apenas comportamentos. Quem gosta de mim de verdade adapta-se. Quem não gosta, afasta-se sozinho.
A serenidade é a minha força. Não sou lobo, mas também não sou cordeiro. Sou alguém que aprendeu que a bondade precisa de fronteiras para não se transformar em sacrifício.
Os limites que coloco hoje, não são castigo, são cuidado. Cuidado comigo, com a minha energia, com a minha paz.
E quem me quiser ao seu lado, que venha com respeito, com calma, com educação. Porque é assim que eu vivo. E é assim que eu fico.
Boa quinta-feira, pessoal. Cuidem-se.
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