sexta-feira, 10 de julho de 2026

À minha Maria Coelho

À mulher que caminha comigo há 55 anos,
À mulher que me ensinou o peso leve da vida,
que me acompanhou nos dias de sol e nos dias de chuva,
que soube ser porto quando eu era tempestade
e soube ser vento quando eu precisava de rumo.
Há 55 anos que me atura e me ajuda.
Neste tempo todo foi casa, foi estrada, foi silêncio bom.
Foi a mão que segurou, o olhar que compreendeu,
a paciência que não se aprende nos livros,
a ternura que não se compra,
o amor que não se explica, vive-se.
Se hoje escrevo, é porque tu existes.
Se hoje sou quem sou, é porque tu estás comigo.
Obrigado por cada ano, cada gesto, cada perdão, cada riso.
E que venham muitos mais,
porque contigo até o tempo tem mais sentido.