Servir sem aplausos é uma das formas mais nobres que existe. É fazer quando ninguém está a ver. É resolver problemas que ninguém sabe que existem. É proteger pessoas que nunca saberão o que por elas se fez.
A dignidade de servir sem aplausos nasce da consciência, não da vaidade. Nasce da certeza íntima de que o dever cumprido vale mais do que qualquer elogio. Nasce da força tranquila de quem não precisa de palco para ser útil.
Há quem viva para ser visto. E há quem viva para que os outros vivam melhor.
Servir sem aplausos é ir à frente, ensinar pelo exemplo, fazer em vez de mandar, proteger antes de falar.
É estar presente na comunidade quando ninguém pede, é assumir responsabilidades que muitos evitam, é dar tempo, energia e vida onde for preciso, sem esperar nada em troca.
Servir sem aplausos tem, porém, um preço injusto: muitas vezes não é reconhecido, muitas vezes é esquecido, muitas vezes é substituído por intenções nunca cumpridas.
Mas quem, mesmo assim serve, não se perde, porque o valor não vem dos aplausos, vem da consciência tranquila e daquilo que permanece na memória de quem viu e sabe que foi feito.
Servir sem aplausos é ser pedra firme numa parede em construção. É ser raiz num terreno que outros abandonaram. É ser presença onde a ausência impera.
Por último, a dignidade de servir sem aplausos é fazer o bem sem olhar a quem, é cumprir o seu dever sem esperar recompensa, é deixar marca sem precisar de assinatura. É ser útil, verdadeiro e inteiro.
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