Três objetos repousam sobre a minha mesa: os óculos, a caneta com o meu nome gravado, e o teclado que acende uma luz azul sempre que o pensamento desperta. À primeira vista, são coisas simples, quase insignificantes. Mas nelas cabe tudo aquilo que mais gosto de fazer na vida: ler e escrever.
Os óculos dão-me o mundo nítido; a caneta dá-me o meu nome; o teclado dá-me o ritmo. Com eles, recolho o que outros sonharam e devolvo o que ainda não existia. São as minhas ferramentas de ver e de dizer, de transformar silêncio em frase, de dar forma ao que me atravessa.
O metal frio, o brilho das teclas, o traço da esferográfica, tudo se torna extensão da mente. E é nesse pequeno altar doméstico que se cumpre o meu ofício: ler para compreender, escrever para existir.
No fim, percebo que não são apenas instrumentos. São companheiros de jornada, guardiões de universos, cúmplices daquilo que me faz ser quem sou.
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