Hoje acordei de ânimo mais tranquilo. Não porque a saudade tivesse diminuído, mas porque reconheci que o amor dos que já partiram não nos pede que fiquemos curvados.
Pede-nos que continuemos.
Nestes últimos dias deixei que a memória da minha mãe me tocasse fundo. Senti-me murcho, como uma planta que perde um pouco de sol. Mas hoje percebo que essa nostalgia é também uma forma de amor.
É o corpo a lembrar o que o coração nunca esquece.
Guardo a sua memória como quem guarda uma chama pequena, mas firme. Não para viver no passado, mas para iluminar o caminho à frente.
Ela e o meu pai, ensinaram-me a levantar a cara, a seguir adiante, a não me perder em tristezas que não constroem. E hoje faço exatamente isso: honro-os caminhando, sorrindo, vivendo.
A saudade fica comigo, mas não me prende. Acompanha-me como uma sombra boa, como presença silenciosa. E eu sigo inteiro, sereno, com a luz que eles deixaram acesa dentro de mim.
Hoje é dia de caminhar. Dia de respirar fundo. Dia de continuar o exemplo que recebi: viver com dignidade, com verdade, com a cara levantada.
PS:
Na foto não pareço lá muito animado, mas não é defeito, é feitio. Sou mesmo assim.
