domingo, 5 de julho de 2026

Amor maduro

O amor maduro não se anuncia – reconhece-se. Vive na forma como duas mãos se procuram sem pressa, na cumplicidade que se constrói entre gestos simples, na certeza de que o tempo não desgasta, apenas apura.
É um amor que já atravessou tempestades e aprendeu a guardar abrigo. Que sabe que a beleza não está na juventude, mas na constância. Que entende que amar é cuidar, é respeitar o espaço do outro, é saber estar, mesmo quando o silêncio é o que mais fala.
O amor maduro é como uma rosa que floresce depois da chuva: tem cicatrizes nas pétalas, mas o perfume é mais intenso. É feito de memórias, de filhos crescidos, de risos partilhados, e de olhares que ainda se reconhecem como no primeiro dia.
No altar da vida, ele não pede testemunhas – basta-lhe o coração que o vive, e o tempo que o confirma.