Foto de José Coelho
Aos 07 de Março de 2015 nasceu este blogue que tal como o seu antecessor TocadosCoelhos pretende apenas ser um ponto de encontro e de entretenimento pautando-se sempre pelas regras da isenção, da boa educação e do civismo em geral. Sejam muito bem-vindos.
sábado, 20 de abril de 2019
Capela-mor da Igreja de S. Tiago - Marvão de regresso ao séc, XVI...
Alguém havia decidido que devia ficar tudo branco
Alguém, em muito boa hora, decidiu devolvê-la ao original
E ficou assim, deslumbrante ,como nunca deveria ter deixado de ser
É linda no seu todo mas a abóbada é... Indescritível. Fica o testemunho
Fotos de José Coelho
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Boa Páscoa... (com o circo do costume)
É
duro (às vezes) viver em democracia! E é ainda mais duro entender a
"nossa" democracia! Só gostava de saber - porque sinceramente não sei
- se esta será a forma correcta de a interpretar. Sem me achar por
aí além muito lerdo dos sentidos nem incapacitado no entendimento da vida em
geral, confesso que cada vez entendo menos desta coisa de direitos para cá,
direitos para lá, tendo em conta que para respeitar direitos sagradamente
democráticos disto e daquilo, são lesados e escandalosamente atropelados outros
direitos tão ou mais democráticos, por terem a ver com a ética, a vida em
sociedade, a saúde, o bem-estar e a dignidade humanas. Independentemente de
todos os direitos democraticamente institucionalizados, porque é mais importante
um direito reivindicativo do que qualquer outro?
Muito
recentemente assistimos a uma greve de uma classe de profissionais que ao
exercerem esse seu direito prejudicaram milhares de cidadãos que esperavam há
meses - alguns anos até - por um exame mais complexo, por uma cirurgia ou
apenas uma consulta de determinada especialidade e que, em consequência da dita
cuja greve, foram preteridos no seu direito à saúde pelo direito reivindicativo
dos outros. Quem mora em Lisboa ou no Porto resolve com alguma facilidade esses
adiamentos. Mas quem como eu mora no cu de judas vê-se e deseja-se depois para
reprogramar tudo de novo. No tempo da outra senhora morria-se por falta do
direito à assistência médica. No tempo presente da sacrossanta democracia morre-se, se preciso for, para que
se cumpra um direito à greve.
Desde
quando é mais importante um acerto de salário mensal do que os cuidados
indispensáveis ao bem-estar de qualquer cidadão? Não entendo, pronto!
Reportando-me apenas e só aos meus problemas de saúde, sou diabético, tomo
medicação diária, tenho consultas e exames periódicos que visam monitorizar e
manter sob controlo essa enfermidade crónica que herdei da minha mãe. Também
recentemente me foi extraído um tumor da mesma família daquele que matou o meu
pai e que por isso devo ter herdado dele. Necessito pois, de
vigilância especializada periódica preventiva e permanente. Como se já não
bastasse, tenho ainda insuficiência respiratória crónica que devo ter adquirido
nas Minas da Panasqueira - silicose - nos cinco anos que lá trabalhei e durmo
há 8 anos de máscara, ligado a um ventilador, para conseguir algumas noites de
sono mais ou menos tranquilo.
Num
quadro assim, logicamente, passo quase a vida de médico para médico, de
consulta em consulta, de exame para exame. Basta o impedimento de um desses
actos médicos para baralhar todos os outros porque tudo é programado
antecipadamente com a respectiva requisição de exames. Quantos cidadãos haverá
na minha situação ou até em piores condições? E que temos nós a ver com os
direitos reivindicativos seja de quem for? Independentemente dos direitos
constitucionalmente adquiridos não serão esses assuntos matéria que deveria ser
sempre tratada sem prejuízo de terceiros, particularmente no que diz respeito
aos cuidados de saúde? Sou aposentado sem favores de ninguém e no meu registo
contributivo constam 41 - quarenta e um - anos de descontos, pagos até ao
último cêntimo, num país onde há quem aufira pensões pornográficas por meia
dúzia de anos na política.
De
bradar aos céus também a douta e recente opinião de algumas altas patentes dos
nossos quadros governativos a darem como normal o aumento incessante na idade
da aposentação para o futuro com pensões cada vez mais baixas, quando muitos
desses ditos-cujos oradores se aposentaram na flor da idade e com mais do que
uma pensão de reforma, somando vários milhares de euros mensais. A minha alma
fica parva. É preciso ter lata. A isto chama-se também, viver em democracia.
Cada tiro, cada melro.
Neste
preciso momento, milhares de portugueses andam numa correria aflitiva para
tentarem abastecer as viaturas com que pretendem rumar às suas aldeias afim de
festejarem a Páscoa em família, porque, inteligentemente conduzida pelo seu
organismo representativo, outra classe de profissionais de uma actividade crucial
para a economia nacional, resolveu pressionar o governo com as suas
reivindicações salariais, estando-se literalmente a cagar para quem possa ser
prejudicado. Cirúrgica e intencionalmente programada, o objectivo é forçar a
solução que se pretende, para que o país não pare. Estranhamente - ou talvez
não - as greves acontecem sempre às sextas-feiras ou em vésperas de feriados,
preferentemente em feriados com pontes, natais ou páscoas, que é quando mais
prejuízo causam às empresas em particular e às pessoas em geral.
Nem
uma requisição civil decretada pelo governo é minimamente obedecida. Toda a
gente tem direitos, ninguém tem deveres, ninguém cumpre, ninguém quer saber. É
aguentar, meus caros porque tudo está previsto nos direitos constitucional e
democraticamente legislados. Viver 24 anos numa ditadura não foi nada fácil,
não. Mas viver 43 em democracia também não tem sido grande coisa. No meu ver,
mudaram as moscas mas "aquilo" onde elas pousam, ficou quase, quase,
na mesma. Pelo menos em muitas vertentes, não vejo grandes diferenças. E tenho
dito.
Boa
Páscoa, se puderem...
José
Coelho
17.04.2019
terça-feira, 16 de abril de 2019
In Palavras feitas de vento ...
A Senhora - Foto José Coelho
Só
porque te vêem com um sorriso no rosto não quer dizer que não tenhas penas, que
não tenhas dores. Que a vida não esteja a pôr-te à prova. Quer dizer apenas que
aprendeste a usar o sorriso como arma. Que és mais forte do que as batalhas que
tens de travar. A vida faz-te testes constantemente e tens de arranjar formas
de lutar. De sobreviver. O sorriso é uma das melhores armas. Dá-te força para
continuar, ilumina os dias cinzentos que te atacam, causa inveja nos que te
querem ver mal e dá tranquilidade a quem te ama.
Só
porque te vêem com um sorriso no rosto não significa que tenhas uma vida
perfeita. Apenas que escolheste sorrir (e lutar) em vez de desistir.
Concentra-te nas coisas boas, por mais pequenas que pareçam, e sorri. As más
não merecem que percas o teu tempo.
Nami
domingo, 14 de abril de 2019
Toca dos Coelhos e da Passarada...
Depois dos pintassilgos, das carriças, dos verdelhões e dos melros, foi agora a vez das rolas turcas escolherem também as árvores do nosso quintal para construírem o ninho. Bem-vindas, vizinhas...
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Meu vício de ler...
Não
desistas
Suporta,
ainda há tempo
Para
alcançares e começares de novo,
Aceita
a tua sombra,
Sepulta
os teus medos,
Liberta
o lastro,
Retoma
o voo.
Não
desistas porque a vida é isso,
Continua
a viagem
Persegue
os teus sonhos,
Liberta
o tempo
Contorna
as ruínas,
E
descobre o céu.
Não
desistas, por favor, não cedas,
Ainda
que o frio queime,
Ainda
que o medo corroa,
Ainda
que sol se esconda,
E
se cale o vento,
Ainda
há fogo em tua alma
Ainda
há vida em teus sonhos.
Porque
a vida é tua e é teu também o desejo
Porque
tu tens amado e porque te amo
Porque
existe o vinho e o amor, com certeza.
Porque
não há feridas que não se curem com o tempo.
Abre
as portas,
Remove
os ferrolhos,
Abandona
as paredes que te protegem,
Vive
a vida e aceita o desafio,
Recupera
o sorriso
Ensaia
uma canção,
Baixa
a guarda e estende as mãos
Abre
as asas
E
tenta novamente
Celebra
a vida, recupera o paraíso.
Não
desistas, por favor, não cedas,
Ainda
que o frio queime,
Ainda
que o medo corroa,
Ainda
que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda
há fogo em tua alma,
Ainda
há vida em teus sonhos
Porque
cada dia é um novo começo,
Porque
esta é a hora e o melhor momento.
Porque
tu não estás só, porque eu te amo.
Mario
Benedetti
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Estou ainda à espera de quê?
C hegado já para lá dos setenta, há uma pergunta que merece ser feita com sinceridade: estou ainda à espera de quê? Esperei quase toda a vid...
-
Flores no quintal da vizinha Teresa que já cá não mora Demasiados têm sido os momentos de despedida por estas paragens nos últi...
-
A vizinha Joaquina Brites partiu aos 93 anos, deixando atrás de si uma vida inteira de bondade, de fé, de trabalho e de afetos. Para mim nã...
-
À medida que 2025 se aproxima do fim é aconselhável fazer uma pausa para refletir o que queremos levar conosco para o próximo ciclo, bem co...











