Hoje é um daqueles dias em que a saudade pesa como uma pedra. O coração procura o colo que já não temos, o cheiro, a voz, o toque que o tempo levou.
Mas é então que devemos levantar os olhos e ver o que ficou: os filhos, as netas e restante família, os amigos, as mãos que ainda se estendem, os risos que ainda ecoam.
A perda ensina-nos a agradecer. Agradecer o que foi, o que é, o que ainda pode ser. Porque cada abraço que damos hoje é também um eco do amor que recebemos ontem.
Quando a saudade nos invade, não é para nos prender, é para nos lembrar que a vida continua a ser um lugar de encontro. E que o melhor modo de honrar quem partiu, é agarrarmo-nos ao que ainda temos, com ternura, com fé, com gratidão.
Porque quem parte deixa sempre raízes e é nelas que devemos apoiar o peso da saudade. A vida, afinal, é isso: um fio que se prolonga, uma memória que respira, um colo que se reinventa nos braços dos que ficaram.
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