sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Bom fim de semana


Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país.
E muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade...
Depois vem a aceitação que ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.
Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações esvaem-se, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos. Cuidemos deste agora.
Muitos já se foram para nos ensinarem que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo.
Alguns segundos, podem ser eternidades... ou não. Depende da ocasião.

Marla de Queiroz

- 18. 08. 2023

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Tentemos acendê-la por onde passamos

Gastronomia (também) é Cultura


Chamam-lhe "butelo" e é um produto da Galiza, mas também de Trás-os-Montes. Talvez porque as duas províncias fazem fronteira entre si e foi o meu almoço em Oimbra - Ourense faz hoje quatro anos, a primeira e única vez que o comi.
É sem dúvida, uma delícia.
Trata-se de um bucho de porco que depois de lavado e preparado por sábias mãos é cheio de pedaços de carne com osso - entrecosto e outras - temperados no alguidar e vai ao fumeiro a curar juntamente com todos os outros enchidos das matanças.
Na Galiza é servido com batatas cozidas no caldo onde se cozeu o butelo. Em Trás-os-Montes é acompanhado com casulas - feijão seco ao sol na casca - um legume que os meus pais também sempre preparavam no verão para se comer no longo e frio inverno após ser demolhado de um dia para o outro para ficar macio e fazia uma sopa divinal.
Na minha terra chamam-se "bajas secas" e em Trás-os-Montes chamam-lhe "casulas". Quer numa, quer na outra região são um produto difícil já de se encontrar porque não vai havendo hortas nem gente que saiba as voltas que este feijão na casca tem de levar para ficar em condições de se armazenar por vários meses sem se deteriorar.
Coisas boas e saberes que irão desaparecer na voragem do tempo e é pena porque a gastronomia de cada região é também, toda ela, parte integrante da sua cultura, do seu povo.
Seja em que país for.

(Texto e foto)
16. 08. 2019

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Reflectir faz bem à saúde

Há dias na nossa vida em que nos sentimos perdidos e tudo parece dar errado. Quando essa sensação persiste é necessário mudar. Não adianta insistir e continuar por um caminho que não leva a lado nenhum porque haverá sempre outro. A vida é composta de mudanças e temos de aceitá-las sem medo quantas vezes forem necessárias para que nunca nos acostumemos ao que não nos faz felizes.

Foto Maria Coelho

Estou ainda à espera de quê?

C hegado já para lá dos setenta, há uma pergunta que merece ser feita com sinceridade: estou ainda à espera de quê? Esperei quase toda a vid...