Tantas vezes eu já escrevi sobre estes lugares nas minhas crónicas de amor a este chão sobre o qual cresci e me fiz gente.
Uma velhinha nora de tração animal e ao seu lado o tanque que juntava a água diligentemente extraída durante horas pela paciente besta de olhos vendados.
Dali se regava a grande horta que se estendia ao longo de toda aquela várzea nas margens do Ribeiro da Cavalinha e tanta gente alimentou durante décadas.
Poucas ou quase nenhumas das muitas árvores de fruto que por aqui frutificavam, já morreram.
Na zona de sequeiro havia amendoeiras e na zona de regadio macieiras, pereiras, abrunheiros e muitas outras que pereceram uma a uma pela idade e o abandono.
Lá atrás vislumbra-se, entre as giestas e o arvoredo, o telhado e anexos da Estação Ferroviária Fronteiriça de Marvão-Beirã que deu vida a esta aldeia durante mais de 130 anos.
Tudo o que escrevo gosto de certificar assim, com imagens reais. Estas fi-las ontem na caminhada do entardecer. Abundam por aqui muitos outros locais idênticos.
Texto e foto
