Nas Eleições
Autárquicas, a apresentação de candidaturas à presidência de qualquer autarquia
por partidos políticos da oposição deve ser encarada como um processo natural e
saudável do funcionamento democrático. Longe de constituir uma afronta ao poder
instituído, esta prática representa uma das bases fundamentais da democracia: o
direito de todos os cidadãos e forças políticas participarem livremente na
escolha dos seus representantes.
COMPETIÇÃO DEMOCRÁTICA E RENOVAÇÃO POLÍTICA
A existência de
múltiplas candidaturas é sinal de vitalidade democrática. A competição
eleitoral permite que diferentes visões, programas e propostas sejam
apresentados à população, promovendo o debate público e a possibilidade de
renovação política. É através deste confronto de ideias que se garante maior
transparência, responsabilização dos eleitos e envolvimento dos cidadãos na
tomada de decisões locais.
A NORMALIDADE DA ALTERNÂNCIA
A alternância no
poder é um dos princípios estruturantes de qualquer democracia madura. Ver as
candidaturas da oposição como uma ameaça ao status quo revela uma perspetiva
limitada da política, que ignora o papel essencial da diversidade de opiniões e
da fiscalização do poder. A pluralidade de candidaturas não fragiliza as
instituições: pelo contrário, fortalece-as, ao garantir que o poder é sempre
escrutinado e que existem alternativas viáveis para a governação.
Respeito e Maturidade
Democrática
Uma sociedade
democrática exige respeito mútuo entre todos os atores políticos. Considerar a
participação da oposição como uma afronta demonstra falta de maturidade cívica
e política. É fundamental que o debate eleitoral decorra num ambiente de
respeito pelas regras democráticas, onde a divergência é aceite e valorizada
como motor de progresso.
Conclusão
As candidaturas da
oposição nas Eleições Autárquicas são, acima de tudo, uma ferramenta essencial
ao funcionamento da democracia. Garantem que todos têm voz, promovem a
participação e fortalecem as autarquias, tornando-as mais representativas e
próximas dos cidadãos. A democracia constrói-se com pluralidade, abertura e
respeito pelas diferenças. É isso que torna o processo eleitoral
verdadeiramente legítimo e enriquecedor para a sociedade.
Beirã, 1 de outubro
de 2025
José Coelho
Foto Maria Coelho
