sexta-feira, 20 de março de 2026

Bom fim de semana

O amor não prende, liberta



O amor não tem de prender, não tem de apertar, não tem de impor ou forçar nada. O amor não prende, liberta.

Duas pessoas que se amam não ficam juntas por causa dos filhos, da casa, da estabilidade, do dinheiro, da doença, do hábito.

Não ficam juntas porque um nó invisível os mantém unidos. Não ficam juntas só porque alguém disse: "Até que a morte vos separe".

Duas pessoas que se amam não ficam juntas porque têm de ficar, ficam juntas porque querem. Porque são livres de partir a qualquer momento, mas escolheram permanecer.

Podem até nem ter mais nenhum motivo: apenas a vontade de ficar, de não largar aquela mão, de não parar de beijar aqueles lábios, abraçar aquele corpo. Só a vontade de ficar sabendo que podiam partir a qualquer momento.

Duas pessoas que ficam juntas por obrigação não são um casal, não são amantes. São, ao mesmo tempo, prisioneiro e carrasco.

Duas pessoas, quando se amam, ficam juntas porque não há lugar algum no mundo onde preferissem mais estar do que naquele abraço. Porque tendo a liberdade de voar, preferem pousar e nidificar.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Ama (e respeita) o próximo


Adotar uma postura respeitosa, aliada ao compromisso de partilhar valores e crenças com sensibilidade, é essencial para promover uma convivência harmoniosa numa sociedade tão marcada pela diversidade.

O diálogo entre pessoas de diferentes religiões evidencia que o verdadeiro testemunho cristão se manifesta não apenas por meio de palavras, mas sobretudo por atitudes fundamentadas no respeito, na empatia e na humildade.
Dessa maneira torna-se possível construir pontes, estimular o entendimento mútuo e contribuir para uma cultura em que todos possam ser valorizados e acolhidos, independentemente de suas convicções religiosas.
Respeitar a fé do outro é⁠ um dos principais meios de amar o próximo como a nós mesmos. Não foi isso que Cristo ensinou?
A escolha religiosa de cada um é um direito seu e um dos princípios mais importantes. Se todos respeitassem isso, haveria mais tolerância, não haveria tantas guerras em nome da religião, haveria mais amor e harmonia entre todos os povos do mundo, porque venerando-O cada um segundo a forma como o imagina, somos todos filhos do mesmo Deus.

A verdade que eu carrego


Tenho uma maneira muito simples — e rara — de ser e de estar na vida: sou honesto. Com a minha família, com as minhas amizades, com os vizinhos ou mesmo até com quem não conheço bem. Não sei ser pela metade. Dou a verdade inteira, dou a mão sem hesitar, dou o que posso e às vezes até o que me falta. Para mim a generosidade não é espetáculo; é essência.
É o que eu pratico, mesmo quando ninguém repara.
Mas há aqueles dias – demasiados dias – em que o silêncio dos outros pesa sobre mim mais do que devia. Há quem escolha a mentira fácil para encobrir a indiferença, quem passe por mim sem notar sequer as fissuras que escondo, quem nunca ao menos pergunte se estou bem ou se preciso nem que seja de um pequeno gesto, daqueles que são capazes de mudar um dia inteiro sem fazer ruído.
Não escrevo isto para julgar ninguém. Escrevo para me reconhecer. Para lembrar que o contraste entre o que ofereço e o que recebo não diminui o meu valor — apenas revela a diferença. Mostra-me que, mesmo quando falham comigo, eu continuo inteiro. Que a minha honestidade não depende da deles. Que generosidade nenhuma se mede pela sua devolução, mas pela sinceridade.
E sim, às vezes dói.
Dói perceber que nem todos sentem com a mesma profundidade.
Mas a dor também afina. Ensina-me a escolher melhor, a resguardar o meu coração de quem não sabe cuidar e a valorizar quem realmente fica. E, acima de tudo, ensina-me que continuar a ser quem sou — verdadeiro, atento, disponível — é a minha forma de ser, talvez poética sim, mas íntegra, num mundo onde tantas vezes a reciprocidade é esquecida.
Tenham uma excelente quarta feira.

terça-feira, 17 de março de 2026

Para ler e aprender


Eram 10 horas da manhã quando um turista entrou numa estação de metro de Estocolmo, capital da Suécia. O homem ficou surpreendido com a ordem como as pessoas transitavam e respeitavam sinais e placas. Mas o que mais chamou a sua atenção, foi que, na entrada para o comboio, um dos acessos giratórios dava passagem livre e gratuita.

Intrigado, perguntou à encarregada da estação:

- Porque é aquele acesso livre?”

E ela respondeu:

- Aquela passagem é destinada a pessoas que não tenham dinheiro para pagar, alguém que tenha alguma emergência, que esqueceu a carteira em casa, ou que não tenha dinheiro em espécie naquele momento”.

Surpreendido, o turista perguntou:

- E o que acontece se uma pessoa tiver dinheiro e não quiser pagar?

A funcionária respondeu de pronto:

- Mas porque é que alguém faria isso? Qual seria o motivo?

O turista ficou em silêncio por alguns segundos sem se dar conta que não havia uma resposta. Atrás dele uma fila de gente ia pagando o bilhete e deixando o acesso da passagem livre, completamente vazio.

O turista entrou no comboio e ficou a pensar sobre como se comporta a sociedade de uma maneira geral. Uma das chaves para se ter um país desenvolvido são os valores dos seus cidadãos, sendo o mais importante deles,  a honestidade.

Quando um povo é honesto, liberta-se. E ao transformar esse valor em algo natural, entra num estado de desenvolvimento superior. Por isso os países mais desenvolvidos são os que mais se preocupam com a educação e em formar cidadãos de bem.

O mundo transforma-se através de pequenas condutas, por isso uma sociedade formada de valores vai ter melhores cidadãos que a irão ajudar a prosperar. Neste mundo tão corrompido pelo poder, a honestidade e a honra passaram para segundo plano…

Você não precisa de dinheiro para ser uma boa pessoa, para ser pontual, para ser ético, digno. Gostar do que faz e ter uma boa conduta, custa zero. E com muito pouco se pode transformar o mundo. Nenhum legado é tão rico como a honestidade.

Desconheço o autor

segunda-feira, 16 de março de 2026

Sejamos luz uns para os outros


Hoje, mais do que nunca, somos convidados pelas circunstâncias, a ter fé, consciência, bom senso, empatia, amor. Ao contrário do que muitos pensam, a fé não é ausência do medo, mas com a sua ajuda conseguimos enfrentar melhor qualquer tempestade, na certeza que mais cedo ou mais tarde ela irá passar e o sol vai voltar a brilhar.

A fé não nos impede de sofrer, de temer ou de ficarmos ansiosos, mas é justamente com ela que conseguimos passar por maus momentos e acreditar que o melhor nos espera, que todos os processos, sejam eles bons ou maus, são necessários e nos irão a levar para onde temos de ir.
Tudo aquilo que nos desafia também nos ensina. É nos dias encobertos pela incerteza que aprendemos, crescemos e evoluímos.
Nesses momentos, cada gesto de solidariedade e cada palavra de encorajamento têm o poder de transformar a realidade à nossa volta. Quando unimos forças, criamos pontes capazes de atravessar abismos, dúvidas e dificuldades. Que sejamos luz uns para os outros, inspirando confiança e esperança, nestes tempos que o mundo está a viver e se apresentam tão desafiantes.
A verdadeira mudança começa dentro de nós e reflete-se no modo como cuidamos uns dos outros. Não deixemos por isso que o medo nos paralise e sigamos em frente com coragem cultivando a esperança, para juntos construirmos um futuro mais humano e mais justo.
Desejo-vos uma semana tranquila, na medida do possível.