O amor não tem de prender, não tem de apertar, não tem de impor ou forçar nada. O amor não prende, liberta.
Duas pessoas que se amam não ficam juntas por causa dos filhos, da casa, da estabilidade, do dinheiro, da doença, do hábito.
Não ficam juntas porque um nó invisível os mantém unidos. Não ficam juntas só porque alguém disse: "Até que a morte vos separe".
Duas pessoas que se amam não ficam juntas porque têm de ficar, ficam juntas porque querem. Porque são livres de partir a qualquer momento, mas escolheram permanecer.
Podem até nem ter mais nenhum motivo: apenas a vontade de ficar, de não largar aquela mão, de não parar de beijar aqueles lábios, abraçar aquele corpo. Só a vontade de ficar sabendo que podiam partir a qualquer momento.
Duas pessoas que ficam juntas por obrigação não são um casal, não são amantes. São, ao mesmo tempo, prisioneiro e carrasco.
Duas pessoas, quando se amam, ficam juntas porque não há lugar algum no mundo onde preferissem mais estar do que naquele abraço. Porque tendo a liberdade de voar, preferem pousar e nidificar.
