A sala de aulas e o camarada que me enviou a mensagem, em primeiro plano.
A emoção do reconhecimento de um antigo aluno depois de quase quatro décadas
Há encontros que, mesmo quando se tornam apenas memória, continuam a ecoar silenciosamente pela vida. Hoje, ao receber a mensagem daquele amigo que foi meu aluno em 1986, senti um misto de surpresa e gratidão que me tocou profundamente.
Ver reconhecido, depois de tanto tempo, o cuidado que tinha com cada estudante, a atenção dedicada àqueles que precisavam de um apoio extra, a persistência em acompanhar até altas horas quem buscava aprender, é uma recompensa imensa.
Às vezes, na correria dos dias, perdemos de vista o impacto que uma palavra de encorajamento, um gesto de escuta ou uma presença constante podem ter na trajetória de alguém.
O tempo corre, as vidas seguem rumos diferentes, mas há memórias que resistem, que persistem na alma de quem passou pelas nossas mãos.
A mensagem recebida hoje é mais do que um agradecimento; é uma lembrança de que, na função de formador, cada pequeno gesto de humanidade reverbera muito além do instante em que é oferecido.
Saber que fui, para alguém, o melhor instrutor, que deixei uma marca de preocupação genuína, de empatia e dedicação, é sinal de que cumpri, com sucesso, o papel a que me propus.
Mais do que grato, estou comovido.
E percebo, de coração aberto, que ser instrutor é, acima de tudo, plantar sementes de confiança, inspiração e cuidado nos caminhos dos outros.
Que este reencontro virtual sirva de inspiração para que todos reconheçam a beleza das relações construídas no respeito, na solidariedade e na vontade de ver o outro crescer.
São esses laços invisíveis mas indestrutíveis que tornam a vida verdadeiramente significativa.
Profundamente grato por tão generoso comentário distinto camarada e amigo, retribuo o seu abraço com o mesmo respeito, estima e consideração que todos vós mereceis de mim também.
Obrigado.
