sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Bom fim de semana


O casal que tem mais possibilidades de celebrar as bodas de ouro, não é o mais perfeito, nem aquele que vive numa espécie de história de cinema. Mas sim, o casal que muitas vezes magoado, escolhe continuar.

Que entende que o amor verdadeiro não se baseia na ausência de falhas, mas na decisão diária de seguirem juntos, mesmo com os tropeços que a vida tem. O casal onde existe amor, é aquele que depois de uma discussão, tem a coragem de se olhar nos olhos e dizer: vamos tentar de novo?!

Porque amar não é acertar o tempo todo, mas não desistir mesmo depois dos erros.

Ser casal é aprender a ser abrigo um do outro, a perdoar-se mesmo quando dói, a abraçarem-se quando o orgulho fala mais alto. O casal que dura e perdura não é aquele que vive só de sorrisos e beijos apaixonados, mas aquele que constrói um lar no meio do caos, que transforma mágoas em lições, e que entende que o perdão é a ponte, não peso.

Amar de verdade é ter a coragem de recomeçar mil vezes se for necessário, é entender que todas as relações são feitas de fases, e só quem insiste, colhe os frutos mais doces.

Porque no fim o segredo não está na ausência de problemas, mas na presença de escolhas. Escolher ficar, ouvir, crescer. Sabes, o casal que mais perdoa é o casal que mais amadurece. E quando o amor é forte o suficiente para superar as feridas, esse amor torna-se inquebrável.

Bodas de ouro não se trata de tempo nem sobre cinquenta anos de perfeição, mas sobre cinquenta anos de compromisso com o amor, com o respeito e com a decisão de não abrir mão um do outro. E sabes… isso é lindo… não abrir mão um do outro.

Pe Ricardo Esteves

Foto José Coelho com Maria Coelho