O casal que tem
mais possibilidades de celebrar as bodas de ouro, não é o mais perfeito, nem
aquele que vive numa espécie de história de cinema. Mas sim, o casal que muitas
vezes magoado, escolhe continuar.
Que entende que o
amor verdadeiro não se baseia na ausência de falhas, mas na decisão diária de
seguirem juntos, mesmo com os tropeços que a vida tem. O casal onde existe
amor, é aquele que depois de uma discussão, tem a coragem de se olhar nos olhos
e dizer: vamos tentar de novo?!
Porque amar não é
acertar o tempo todo, mas não desistir mesmo depois dos erros.
Ser casal é
aprender a ser abrigo um do outro, a perdoar-se mesmo quando dói, a abraçarem-se
quando o orgulho fala mais alto. O casal que dura e perdura não é aquele que
vive só de sorrisos e beijos apaixonados, mas aquele que constrói um lar no
meio do caos, que transforma mágoas em lições, e que entende que o perdão é a
ponte, não peso.
Amar de verdade é
ter a coragem de recomeçar mil vezes se for necessário, é entender que todas as
relações são feitas de fases, e só quem insiste, colhe os frutos mais doces.
Porque no fim o
segredo não está na ausência de problemas, mas na presença de escolhas.
Escolher ficar, ouvir, crescer. Sabes, o casal que mais perdoa é o casal que
mais amadurece. E quando o amor é forte o suficiente para superar as feridas,
esse amor torna-se inquebrável.
Bodas de ouro não
se trata de tempo nem sobre cinquenta anos de perfeição, mas sobre cinquenta
anos de compromisso com o amor, com o respeito e com a decisão de não abrir mão
um do outro. E sabes… isso é lindo… não abrir mão um do outro.
Pe Ricardo Esteves
Foto José Coelho com Maria Coelho
