Um dia virá em que a minha porta
permanecerá fechada,
em que não atenderei o telefone,
se querem comer alguma coisa,
em que não recomendarei
que levem os casacos
porque a noite se adivinha fresca.
Só nos meus versos poderão encontrar
a minha promessa de amor eterno.
Não chorem; eu não morri,
apenas me embriaguei
de luz e de silêncio.
Rosa Lobato de Faria
