sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Bom fim de semana


Não tenho medo do silêncio. Os meus pensamentos cobrem-no de sabedoria e enchem-me a alma. Sabe escutar-me e não me canso de conversar com ele. Não me mente nem nas horas mais sombrias. Ouço-lhe a voz e caminho ao sabor da sua verdade.

O silêncio é muitas vezes visto como vazio ou ausência, mas para mim, ele representa plenitude e companhia. No meio da agitação diária, é ao silêncio que recorro para encontrar equilíbrio. Ele não julga, não apressa, apenas acolhe. Cada vez que me envolvo no seu abraço discreto, sinto um conforto que poucas palavras conseguem trazer.
Nesses instantes de silêncio, descubro respostas que não encontro no ruído. É quando o mundo se cala que a minha mente fala mais alto, revelando verdades guardadas no fundo do coração. O silêncio é mestre de paciência e de introspeção; com ele aprendo sobre mim, sobre os outros e sobre os caminhos da vida.
Mesmo nas noites mais densas, quando tudo parece incerto, é o silêncio quem permanece ao meu lado. Não me abandona, nem me engana. Ao invés disso, oferece-me a honestidade crua dos meus próprios pensamentos, guiando-me com serenidade. Converso com ele sem reservas e, nessa troca muda, encontro forças para seguir em frente.
Ouvir o silêncio é escutar uma verdade sem adornos. Ele convida à reflexão, à sinceridade e à aceitação. A cada passo, é o seu sussurro que me orienta, inspirando-me a viver com autenticidade e coragem. No silêncio, reside uma sabedoria ancestral, capaz de iluminar até os momentos mais sombrios.
Não temo por isso o silêncio, pois ele é fonte de clareza e de paz. Encontrá-lo é reencontrar-me. O silêncio é, afinal, o espaço onde as palavras cessam e a alma fala. Que nunca me falte essa companhia fiel, pronta a escutar, a ensinar e a guiar.
Texto e foto
14.11.2025