Hoje quero partilhar convosco a minha reflexão sobre aquela força invisível aos olhos mas fundamental para quem sente o peso dos dias difíceis. É uma presença subtil que em silêncio nos segura, mesmo quando tudo parece desabar.
Cada pessoa chama-lhe um nome diferente: fé, esperança, Deus, energia, universo. Não importa o rótulo porque o importante é o que representa. É a noção de que existe algo maior do que nós, uma espécie de rede de segurança para os momentos em que sentimos que já não temos forças para agarrar o mundo.
É uma crença íntima, quase escondida mas poderosa o suficiente para nos empurrar para a frente, quando julgamos não ter mais por onde ir.
Essa presença silenciosa manifesta-se quando menos esperamos. No sussurro de calma em dias de tempestade, ou no recordar que na nossa vida nada é permanente: Nem a dor, nem o medo, nem o vazio.
É uma força que sem alarde nos reconfigura o caminho, devolve claridade ao que parecia perdido e reacende a esperança mesmo quando tudo à volta parece escuro.
Acreditar em algo superior seja qual for a forma que lhe damos, não é uma fuga à realidade. Antes pelo contrário, é um ato de confiança: confiar que existe um sentido, mesmo quando ainda não conseguimos descortiná-lo, confiar que mesmo na travessia mais solitária não caminhamos sós.
Às vezes é só isso que precisamos - uma certeza pequena, mas firme - para permitir que o coração encontre espaço para respirar, renovar-se e seguir em frente.
Que nunca nos falte a coragem para aceitar esse apoio invisível que nos sustenta e faz continuar, mesmo quando tudo parece irremediavelmente perdido. Porque, no fundo, essa força discreta pode ser o maior dos milagres do nosso dia-a-dia.
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