Outro ano se prepara para fechar o seu ciclo, levando consigo as marcas indeléveis das nossas jornadas. Cada um de nós carrega no peito o seu inventário pessoal: para alguns, a satisfação do dever cumprido; para outros, o eco persistente de sonhos que ainda não encontraram morada.
Vivemos momentos de vitória que nos aqueceram a alma, celebrámos conquistas pequenas e grandes, e, simultaneamente, enfrentámos despedidas dolorosas daquelas que deixam um vazio difícil de preencher, especialmente quando nos despedimos de pessoas que foram autênticos tesouros nas nossas vidas.
A vida, na sua essência, nunca prometeu facilidade. Ela avança, bela e implacável, obrigando-nos a seguir adiante sem possibilidade de refazermos o passado. Mas é neste fluxo incontrolável, entre alegrias e tropeços, que a nossa humanidade floresce. São as cicatrizes e as experiências que nos moldam, tornando-nos mais resilientes, mesmo quando o coração sangra silencioso.
Neste final de ciclo, o mais importante é continuar. Persistir, mesmo quando as tempestades parecem não dar tréguas e encontrar força para florescer onde quer que haja um raio de luz. Despedimo-nos deste ano com o peito pleno de gratidão pelas lições aprendidas e com uma coragem renovada para acolher o desconhecido que se anuncia no horizonte.
O futuro, envolto em mistério, acena-nos com promessas e desafios ainda por desvendar. O que trará, ninguém sabe ao certo. Mas seguimos, confiantes e de cabeça erguida, porque, no fim, a beleza da vida reside justamente na coragem de viver, de tentar outra vez, de amar e de recomeçar sempre que for preciso.
Sejam felizes...
José Coelho e Maria Coelho
