Defender a Família vai muito além de proteger apenas a nossa. É um gesto de humanidade reconhecer, defender e preservar a união de Todas as Famílias. Em tempos festivos como o Natal somos convidados a olhar para além das nossas quatro paredes e a cultivar uma tradição que tem, na sua essência, o acolhimento.
Relembrar esta tradição é perceber que um presépio só faz sentido quando representa de facto um espaço de hospitalidade. Sem acolhimento, esse mesmo presépio é apenas decoração sem sentido algum. E sem humanidade, a fé transforma-se em folclore, esvaziada do seu verdadeiro significado.
No mundo de hoje, onde tantas vezes fechamos o coração por medo, hábito ou indiferença, torna-se urgente resgatar o verdadeiro espírito natalício. As tradições não ganham vida apenas com enfeites, luzes ou rituais repetidos sem reflexão.
Elas só se tornam autênticas quando nos aproximam do outro, se nos incentivam a estender a mão, a partilhar o pão e a esperança.
A história da Sagrada Família é um exemplo profundo desta mensagem: foi o acolhimento de estranhos na sua viagem que tornou possível o milagre do Natal. Essa hospitalidade é, ainda hoje, um apelo vivo à compaixão, à empatia e ao cuidado mútuo.
Celebrar o Natal sem compaixão sem abrir a porta a quem chega ou a quem precisa, é esvaziá-lo do seu significado mais profundo. Por isso que neste Natal nos preocupemos menos com o que está na mesa e mais com quem convidamos a nela se poder sentar conosco, para que a tradição se renove através do acolhimento, do respeito e da construção de uma humanidade mais unida e solidária.
Porque se não acolhemos e não cuidamos do próximo, que sentido faz esta celebração?
Que o Natal 2025 consiga ser um recomeço em cada gesto de partilha e que cada porta aberta nos mostre o verdadeiro milagre que comporta a capacidade para amar e incluir os outros na nossa vida.
Texto e foto do estandarte do Menino Jesus em nossa casa.
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