Sou, sempre fui, profundamente arreigado aos afetos. Afeiçoado à família, aos amigos, vizinhos e conterrâneos, sejam eles de freguesia, de concelho, de distrito, de província ou de nação.
Afeiçoado à minha aldeia como se ela fosse o único lugar no mundo, afeiçoado também aos animais, às aves, ao vento, à chuva e ao sol, à natureza infinita e todo o seu misterioso esplendor.
Afeiçoado ao mundo que me rodeia com muito raras exceções. O berço humilde em que nasci e a família honrada que tive a sorte de merecer moldaram-me assim, razão pela qual dou graças todas as noites, antes de adormecer.
José Coelho com Maria Coelho
