Com papas e bolos, se enganam os
tolos
É preciso dizer as coisas como
elas são: isto do IRS não passa de uma jogada suja para enganar o contribuinte.
Anunciam um “alívio” como se fosse um favor divino, mas na realidade estão
apenas a devolver tarde e a más horas o que já nos tiraram. Dois meses de
retenção mais baixa em agosto e setembro não apagam o facto de que desde
janeiro se andou a descontar acima do devido. É o típico truque de ilusionismo
fiscal: roubam primeiro, devolvem depois e ainda querem ser aplaudidos.
Este teatro tem um objetivo
claro: criar a sensação de que o Governo está a aliviar a carga no momento
certo, quando a economia está frágil e as famílias com menos margem. Mas não é
generosidade, é cálculo político. O contribuinte é tratado como criança, como
se não percebesse que não se trata de uma dádiva, mas de um acerto forçado. E
pior, embrulham a medida em linguagem técnica para parecer que estamos perante
uma vitória.
O que devia ter sido feito de
forma automática no início do ano é empurrado para o verão, quando a propaganda
rende mais. E quem ganha menos é novamente manipulado com a promessa de uns
euros extra no bolso, como se isso fosse suficiente para apagar meses de
sobrecarga.
É uma farsa com selo oficial.
O Estado brinca com o dinheiro de
quem trabalha, prolonga o erro durante meses, e depois veste a pele de
salvador. Em vez de ser visto como reparação de um abuso, querem que o
contribuinte agradeça e bata palmas. A verdade nua e crua é esta: não houve dádiva,
houve saque e encenação. Quem engolir a narrativa está apenas a legitimar a
mesma máquina que vive à custa do esforço alheio.
Desconheço o autor
