O medo gosta de ser bem tratado. Porque normalmente as pessoas preferem acomodá-lo, alimentá-lo, escondê-lo sob a
esculpa da razão chamando-lhe prudência, bom senso, ou até apenas dar-lhe tempo
para que desapareça.
Mas, na verdade, tudo isso mais nada é do que… Ficar paralisado por ele.
É querer controlar o fim da
história por falta de coragem, em vez de atrever-se a lutar por um final diferente.
Quantas vezes já se escreveu
aquela mensagem que depois nunca se enviou?
Quantas oportunidades já foram
enterradas debaixo da desculpa do “não tinha de ser”?
Quantas paixões se deixaram fugir
por medo de se ouvir um “não”?
Porém, os ”nãos” dos outros, acabam por se esquecer.
Mas os “nãos” que damos a nós
mesmos por falta de coragem, levam a vida inteira e nunca se esquecem.
Não existe coragem sem medo.
E, quase sempre, tentar é a única maneira de descobrirmos o tamanho da felicidade que queremos e merecemos.
Mas… E se der errado?
Ah… E se der certo?
Vão por mim:
O medo passa.
O arrependimento, não.
