quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Haverá sempre uma primeira vez

"À chegada dos meios de socorro ao local, uma mulher de 70 anos encontrava-se encarcerada na viatura e em paragem cardiorrespiratória. Foi assistida no local pelas equipas dos bombeiros e pela equipa da Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Ponte de Sor e a seguir transportada para o Centro de Saúde daquela cidade, onde o óbito viria a ser decretado.

A vítima mortal seguia numa viatura ligeira de passageiros que embateu, também numa zona de curva, frontalmente numa viatura pesada de passageiros. O acidente envolveu ainda uma outra viatura ligeira de passageiros, não tendo a condutora sofrido qualquer ferimento.

No socorro estiveram meios dos Bombeiros Municipais de Coruche e Voluntários de Mora, INEM e GNR, num total de 17 operacionais, apoiados por 7 viaturas."

(Imagem e notícia da net)

Há dias assim.

Desde 2016 que percorro regularmente e várias vezes por ano os 249,8 km que separam a minha Beirã da capital do reino, para cuidar principalmente dos problemas crónicos de saúde da minha companheira de vida, já que, para mim, costuma apenas ser um checkup preventivo anual. 

E nunca nos tinha acontecido uma situação destas. 

Mas, como diz a sabedoria popular, para tudo haverá sempre uma primeira vez.

Num percurso normalmente tranquilo, a marcha da viatura em que seguíamos foi inesperadamente interrompida numa zona de curvas e contracurvas já perto do Couço, por uma gigantesca coluna de trânsito parado à nossa frente, maioritariamente camiões. Causa, o choque frontal entre um camião e um ligeiro de passageiros cuja condutora ficou encarcerada e a cortar a estrada.

Duas horas imobilizados a aguardarmos que o trânsito fosse restabelecido, a mais de meio do caminho. Com horas de atendimento pré marcadas, lá se foi o motivo da nossa viagem por água abaixo, com necessidade de remarcação de nova viagem. 

Almoçámos tarde e a más horas e logo a seguir regressámos a casa.

Nunca a vida parou de me surpreender. 

Nunca. 

Desengane-se quem pense que já viu tudo e nada mais tem para aprender.

Paz à alma da vítima. 

Todos os cuidados na estrada nunca serão demais.

José Coelho