Aos 07 de Março de 2015 nasceu este blogue que tal como o seu antecessor TocadosCoelhos pretende apenas ser um ponto de encontro e de entretenimento pautando-se sempre pelas regras da isenção, da boa educação e do civismo em geral. Sejam muito bem-vindos.
terça-feira, 22 de julho de 2025
Não, obrigado
Quando o silêncio dói mais que a ingratidão
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Dos meus escritores f@voritos
Às vezes os filhos da puta
vencem. Às vezes as bestas vivem até aos noventa, com fígados de ferro e uma
consciência limpa — porque nunca a usaram. Às vezes os cabrões riem-se da
justiça enquanto pagam jantares em restaurantes caros com dinheiro que não deviam
ter. Às vezes quem grita é quem sobe — e quem escuta é quem se afunda.
Crescer é isto. Não é só aprender a fazer contas, a pagar impostos, a responder a e-mails. Crescer é perceber que o mundo é um sítio profundamente imperfeito — e que essa imperfeição nem sempre tem catarse, nem justiça poética, nem castigo divino.
Há sacanas que morrem em paz. Há bons que morrem a gritar. Há empresas geridas por incompetentes com lábia. Há génios que entregam currículos em silêncio. Há sistemas que premeiam o esperto e trituram o justo.
Mesmo assim — mesmo assim — continuamos. Continuar é o milagre. Continuar a ser boa pessoa quando tudo à volta nos mostra que não compensa. Continuar a fazer o certo quando o errado enriquece. Continuar a não cuspir quando apetece. Continuar por respeito próprio.
Deve ser isso a decência.
Pedro Chagas Freitas - O HOSPITAL DAS ALFACES
Coisas duras mas reais que leio e subscrevo
domingo, 20 de julho de 2025
Bom domingo
sábado, 19 de julho de 2025
Do alto do meu reino
sexta-feira, 18 de julho de 2025
De coração cheio
Mais um Dia da Padroeira. O octogésimo segundo desde a Sua
chegada à Beirã e o septuagésimo terceiro do meu já longo caminho. Apenas mais um na vontade de se honrar com a merecida devoção e dignidade a querida
aniversariante Senhora do Carmo e segunda Mãe dos Beiranenses que aqui se
deslocam em massa neste dia vindos de todos os lugares mais ou menos
longínquos.
Foi também, simultaneamente, mais um Dia Maior na Paróquia.
Faço parte desta Comunidade Cristã desde meados de 1958 quando pela mão do
saudoso padre Joaquim Caetano “entrei ao serviço” desta Senhora mais do Filho
que tem ao colo na forma física e na forma Eucarística dentro do
Sacrário do altar-mor desta Casa para onde vieram morar no dia 16 de julho de
1943.
Não tem sido fácil ser paroquiano e continuar tais tarefas
desde agosto de 2012 quando o encerramento do Ramal de Cáceres decretou o quase
completo abandono da aldeia por mais de dois terços da sua população ativa,
nela permanecendo desde então apenas os mais velhos que se têm ido finando,
deixando mais sós, mais vazias, casas, ruas e naturalmente a igreja também.
A Paróquia com pároco residente desde a sua elevação
paroquial, assim como a Igreja até então sempre repleta de paroquianos de todas
as idades nas missas dominicais ou festivas, deixou desde então de contar com
pároco residente e de ter missa dominical, passando a contar apenas com uma
missa vespertina ao final da tarde de cada sábado, com meia dúzia de
participantes, quase sempre os mesmos, tornando-se rotina ver os bancos vazios
na nave em número muito superior ao dos participantes.
Resta a exceção deste dia 16 de julho de cada ano. Ao
meio-dia na Solene Eucaristia da Padroeira e depois às nove da noite, vindos de
todo o lado, como que por milagre – o amor de filhos – enche a igreja e apinha
por completo quer a nave quer o coro superior, com devotos que não temem a
canícula sufocante do meio-dia no exterior ou no interior do templo e se
aprestam a jantar mais cedo para participarem nas duas solenidades.
Este ano foram particularmente belas, dignas e participadas.
O Coro Paroquial a catorze vozes, cinco das quais vindas de duas Paróquias
vizinhas, numa preciosa e louvável colaboração, onde a mais jovem tem 62 anos e
a mais decana acima dos 80, estreou cinco novos cânticos festivos que o Rev.
Pároco e toda a Comunidade gostaram e aprovaram.
Foi mais uma vez muito bonita e muito bem conseguida a
festiva celebração. Diversos têm sido os elogios vindos das mais diversas
fontes, mas confesso-vos que o que mais se encaixou no meu sentir foi a frase
de uma pessoa amiga que muito emocionada me confidenciou no final da Eucaristia:
- Zé Manel, estou de coração cheio…
Obrigado a quem se empenha em continuar a servir esta
pequena Comunidade Cristã, quer no minúsculo Coro, quer no arranjo dos altares,
limpeza e arrumação do templo, não só nestes dias de festa a abarrotar de
devotos, mas ao longo de todos os dias, semanas e meses nos muitos anos que por
cá já andamos, apesar de sermos quase sempre os mesmos e cada vez menos.
Saiu tudo na mais completa harmonia, sem uma falha sequer.
Obrigado a todas as digníssimas Entidades Autárquicas e
Militares – porque a Senhora do Carmo é também a Padroeira da Guarda Nacional
Republicana - que nos honraram com as suas presenças.
Obrigado a quem veio de longe e de perto porque quiseram
estar com a sua Senhora neste dia festivo em Sua honra. Que Ela vos ilumine e
proteja sempre, assim como aos vossos entes queridos, onde quer que se
encontrem.
E a terminar que posso escrever mais?
Obrigado Senhora do Carmo porque seguramente a Ti se devem
todas estas maravilhosas surpresas que pelo poder do Teu Amor fazes acontecer e
originam que decorra tudo na mais completa harmonia.
Tal como aquela pessoa amiga me confidenciou que se sentia no
final da missa, eu sinto ainda o mesmo, passados que vão já dois dias.
José Coelho
Memória e gratidão
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