terça-feira, 22 de julho de 2025

Não, obrigado



Quanto mais velhos vamos sendo menos aguentamos, toleramos e aturamos. Conviver com algumas pessoas nem sempre é tarefa fácil porque quando chegam à nossa vida já trazem uma carga enorme de manias, preconceitos e atitudes que ninguém é obrigado a aceitar, se bem que, por princípio, toda a gente deve ser considerada boa pessoa, até prova em contrário.

A amizade não funciona como o casamento ou o namoro onde cada pessoa tem permissão da outra para entrar na sua vida. A amizade nasce do convívio com outra pessoa quando percebemos que ela é para nós como que um doce no meio do amargo da vida e nem percebemos quando ou como isso aconteceu. A amizade acontece simplesmente e é a única relação não sanguínea que resiste ao tempo ou à distância, sem esforço nem sacrifício. 

Um amigo é amigo porque quer, não porque nasceu já amigo, ou porque se sinta obrigado a sê-lo.

Por isso anote bem estas palavras: não perca o seu tempo com amizades que intoxicam. Não gaste a sua saúde mental com pessoas complicadas. Não encha a sua cabeça com problemas, porque os amigos devem servir justamente para nos ajudarem a esvaziá-la. 

Jamais permita que uma amizade se transforme num fardo na sua vida. 

Amizade que maltrata, não é amizade. Um amigo diz o que tem a dizer sim, mas sem nunca perder a educação, o respeito e a delicadeza a que todos temos direito. Amigo não possui maldade ou má-fé, porque se as possui, então não é nem nunca foi amigo.

A amizade nunca rebaixa nem fere o outro. 

Se um amigo é capaz de ser rude e cruel consigo, é porque, desde o início, já vinha com prazo de validade. Não mantenha nada fora de prazo na sua vida. Depois de um tempo, começa a cheirar mal. E quanto mais você se prender a ela, mais imunda e fétida essa relação se tornará. 

Periodicamente deite fora esses lixos para não se tornar num acumulador de rancores alheios.

Um amigo que é agressivo conosco não serve para as nossas conversas, para as nossas saídas, para as nossas tristezas, para as nossas alegrias. Não serve para a nossa vida. Por mais que já tenham vivido momentos incríveis juntos, aquela pessoa não pensou nesses bons momentos antes de nos ferir. 

A balança da vida que pesa para nós na hora de desfazer essa amizade, não pesou para aquela pessoa antes de conscientemente nos destratar. A amizade não é responsabilidade só de uma das partes e não permite segunda oportunidade. 

Uma pessoa que não soube ser amiga na primeira, não o será na segunda, na terceira ou na vigésima nona. Não existem motivos aceitáveis ou desculpáveis para que uma amizade se transfore em estupidez. 

O único motivo, inequivocamente, é a falta de capacidade dessa pessoa para o sentimento da amizade. Livre-se dela. Livre-se e ganhe mais de si mesmo. Ganhe mais dos outros e quiçá de quem espera uma oportunidade para entrar na sua vida.

Qualquer pessoa que nos estime de verdade nunca irá magoar-nos. 

Por isso, amizades tóxicas? 

Não, obrigado!

(Imagem da net)

Quando o silêncio dói mais que a ingratidão

Nascer do sol na Beirã

Há dores que não fazem barulho.
Não vêm com gritos nem escândalos.
Vêm com o virar de costas.
Com o esquecimento frio.
Com aquele olhar que já não te vê - depois de tudo o que fizeste.
É a dor da ingratidão.
E, em Portugal, conhecemo-la bem.
No vizinho a quem emprestámos o ombro.
No familiar que desaparece quando deixamos de dar.
Naquele a quem demos tudo - e hoje passa por nós como se fôssemos nada.
Há mães que se deitam com o coração cansado,
pais que aguentam o mundo às costas,
avós que se desfizeram pelos netos
- e ouvem, sem aviso, o corte seco:
"Eu não te pedi nada."
Como quem diz: "A tua bondade é um exagero inconveniente."
É no trabalho, na política, na rua.
Até dentro da Igreja.
Onde às vezes o serviço cansa, e o silêncio dos outros pesa mais que mil críticas.
Onde o bem feito é tomado por garantido.
E quem mais dá, mais é esquecido.
Mas Jesus sabia-o.
Sabia o gosto amargo da ingratidão.
Dos dez que curou, só um voltou.
E mesmo assim, continuou a amar.
Sem troco. Sem esperar palmas.
Porque o amor verdadeiro não se mede em aplausos - mede-se em entrega.
Mas atenção:
Ser bom não é ser tolo.
Ser cristão não é ser tapete.
Há quem confunda caridade com submissão.
Há quem só apareça quando precisa.
E desapareça quando já não há mais para dar.
Por isso, ama. Mas com discernimento.
Dá. Mas sem te perder.
Sê generoso, mas não te deixes explorar.
Porque a verdadeira recompensa não vem dos que ajudaste -
vem d’Aquele que viu tudo no silêncio.
E Ele… não esquece.
Portugal precisa de mais coração.
Mas também de mais consciência.
Mais mãos abertas, sim - mas menos almas cansadas por dar demais… a quem nunca soube receber.

Padre João Tavares

Foto José Coelho

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Dos meus escritores f@voritos


Às vezes os filhos da puta vencem. Às vezes as bestas vivem até aos noventa, com fígados de ferro e uma consciência limpa — porque nunca a usaram. Às vezes os cabrões riem-se da justiça enquanto pagam jantares em restaurantes caros com dinheiro que não deviam ter. Às vezes quem grita é quem sobe — e quem escuta é quem se afunda.

Crescer é isto. Não é só aprender a fazer contas, a pagar impostos, a responder a e-mails. Crescer é perceber que o mundo é um sítio profundamente imperfeito — e que essa imperfeição nem sempre tem catarse, nem justiça poética, nem castigo divino.

Há sacanas que morrem em paz. Há bons que morrem a gritar. Há empresas geridas por incompetentes com lábia. Há génios que entregam currículos em silêncio. Há sistemas que premeiam o esperto e trituram o justo.

Mesmo assim — mesmo assim — continuamos. Continuar é o milagre. Continuar a ser boa pessoa quando tudo à volta nos mostra que não compensa. Continuar a fazer o certo quando o errado enriquece. Continuar a não cuspir quando apetece. Continuar por respeito próprio.

Deve ser isso a decência.

Pedro Chagas Freitas - O HOSPITAL DAS ALFACES

Foto José Coelho

Coisas duras mas reais que leio e subscrevo


 

No final da tarde recebo a visita inesperada dos meus dois filhos. Um médico, o outro engenheiro. Ambos bem-sucedidos nas suas profissões. Foi há menos de uma semana a morte da minha mulher. Ainda me sinto abatido pela perda que mudou o rumo e o sentido da vida para mim.
Sentados à mesa da sala da casa simples onde moro agora sozinho, começamos a conversar.
O assunto é sobre o meu futuro.
Um frio percorre-me a espinha.
Tentam convencer-me de que o melhor para mim é passar a viver num lar. Reajo. Argumento que a sombra da solidão não me assusta. A velhice, muito menos. Mas os meus filhos insistem. Dizem que gostariam que eu fosse morar com um ou com o outro. Lamentam, entretanto, que as dependências de seus amplos apartamentos à beira-mar estejam totalmente ocupadas. Além disso, eles e minhas noras trabalham os dois, logo, não teriam como assistir-me.
Isso sem contar com os meus netos sempre impossíveis.
Em meu favor, argumento já sem muita convicção que, nesse caso, eles bem que poderiam ajudar-me a pagar a uma cuidadora. À minha frente, o médico e o engenheiro dizem que, para isso, seriam necessárias na verdade, três cuidadoras em três turnos e todas com contrato assinado, o que custaria uma pequena fortuna ao fim de cada mês.
Sucumbo à proposta de ir viver para um lar. Aí vem logo outra sugestão: é preciso vender a casa. O dinheiro servirá para pagar as despesas do lar por algum tempo, sem que ninguém se preocupe. Nem eles, nem eu.
Rendo-me aos argumentos por não ter mais forças de enfrentar tanta ingratidão e nada digo sobre os sacrifícios que fiz durante toda a vida para custear os estudos de ambos. Também não digo que deixei de viajar com a família em passeio, de frequentar bons restaurantes, de ir a um teatro ou trocar de carro para que nada lhes faltasse a eles.
Não valeria a pena alegar tais fatos nesta altura da conversa. Daí que, sem dizer uma só palavra, decidi juntar os meus pertences e em pouco tempo vejo uma vida inteira resumida a duas malas. Com elas embarco rumo à outra realidade bem mais dura:
Um lar de idosos, longe dos filhos e dos netos.
Hoje, nos braços da solidão, reconheço que consegui ensinar alguns valores morais aos meus filhos. Mas não consegui transmitir a nenhum dos dois uma virtude preciosa que se chama gratidão."
(Desconheço autor)

domingo, 20 de julho de 2025

Bom domingo


Três regras essenciais da vida: Não prometa nada quando estiver feliz; não responda nada quando estiver irritado e não decida nada quando estiver triste. 

sábado, 19 de julho de 2025

Do alto do meu reino


Venho muitas vezes a este lugar no ponto mais elevado da aldeia e meu bairro para rever a paisagem encantadora que conheço desde que comecei a caminhar pelo meu pé. Bem sei que sou suspeito ao gabá-la porque nasci debaixo de um dos telhados mais próximos desta varanda natural de onde foi batida a foto e considero ser o miradouro panorâmico mais deslumbrante da aldeia.

Quando nasci quase todas as casas destas ruas "do lado de cá da linha" já cá estavam. Talvez com aspeto mais humilde, caiadas apenas com cal branca da Escusa em vez das atuais pinturas com tinta industrial e com os alisares destacados a ocre amarelo, azul ou cinzento. As portas e janelas feitas à mão por carpinteiros em vez das atuais em alumínio.
O lavadouro público era também a céu aberto todo rodeado pelas enormes lajes dos canchos sobre as quais as lavadeiras estendiam as roupas a corar ao sol, mas que, entretanto, foram sendo cobertos pelo progresso que calcetou os acessos e criou os atuais muretes em socalco com os modernos estendais em betão armado.
A maior diferença no entanto é que naquele tempo as lavadeiras se acotovelavam para conseguirem um lugar onde coubessem no tanque para lavarem as enormes alguidaradas de roupa que traziam à cabeça, enquanto hoje se contam pelos dedos de uma só mão as lavadeiras que durante a semana inteira dele fazem uso. E não é só pela concorrência feroz das máquinas de lavar. É muito pior que isso.
É, infelizmente, porque já não vai havendo quem precise de lavar, pois as casas sucedem-se aos pares, às três e quatro seguidas sem morar já lá alguém. O que resta de alguma vida e bulício nesta terra e mesmo assim não muito, é "na parte de baixo da linha" entre o novo bairro da entrada principal da aldeia e a unidade de cuidados continuados nascida da transformação em hospital do antigo prédio/moradia dos funcionários da alfândega.
Quem passa a linha férrea para o lado de cá onde eu (ainda) moro, depara-se com... quase ninguém. Meia dúzia de casas habitadas em cada rua e ruas haverá que nem isso. Sossego. Ausência de quase tudo. Portas e janelas fechadas e mudas. É verdade que, por enquanto, não ainda são visíveis sinais de desleixo ou abandono, muito pelo contrário, com exceção da Rua Vivas onde alguns telhados já começaram a desabar, mas ninguém parece importar-se muito com isso.
É certo que não mora ninguém na sua maior parte e muitas delas são só casas de veraneio ou de férias dos seus donos, mas é certo também que todos cuidam primorosamente delas e dá gosto vê-las assim arranjadinhas apesar de vazias quase todo o ano.
Jamais na minha vida imaginei que iria assistir a isto. Imaginei isso sim, sonhei durante a maior parte da minha vida envelhecer e morrer neste lugar mas a ouvir o bulício normal de gaiatos a correrem e a brincarem pelas ruas ou no recreio da escola aqui tão próxima, a cumprimentar os vizinhos de quem fomos sempre quase família, a ouvir o apito dos comboios desde que assomavam ao alto da Atalaia vindos da Torre das Vargens, ou dos barreirões da Herdade dos Pombais quando vinham de Valência.
Já perdi a maior parte dos meus entes queridos. Avós, pai e mãe, uma irmã, tios maternos e paternos. Mas essa é a lei natural da vida e embora doa, eu consigo entendê-la. Todos nós, quando vimos ao mundo, temos como herança irrevogável num futuro próximo ou longínquo a certeza de que um dia iremos deixar de lhe pertencer. Só ninguém sabe quando, onde ou como. Por isso, embora me tenha causado sofrimento cada uma dessas perdas, acabei por aceitá-las como naturais e previsíveis. Porém, por mais voltas que dê ao miolo, não consigo aceitar este fim estranho da minha aldeia, deste meu mundo onde nasci, cresci, moro ainda e fui tão, mas tão feliz.
Quando nasci, a aldeia era bem mais pequenina e modesta, mas muito viva e dinâmica. E ao mesmo tempo que eu, também ela foi crescendo, evoluindo e modernizando-se. Era um pequeno mundo onde um punhado de gente vivia em paz e minimamente feliz, uma comunidade heterogénea composta por funcionários do estado, agentes da autoridade, ferroviários, despachantes e muitos trabalhadores do campo que, apesar da especificidade de cada função, conviviam todos em pacífica harmonia.
Aqui existia de tudo um pouco. Artes e ofícios, comércio, serviços e coletividades. De tal modo assim era que "nuestros hermanos" vinham diariamente nos comboios de ida e volta entre Valência de Alcântara e a Beirã ou vice-versa, fazer as suas compras e dinamizar ainda mais quer o comércio local, quer também o intercâmbio cultural entre os dois povos irmãos.
Muitas famílias se formaram por estas bandas com nubentes dos dois lados da fronteira. Por exemplo a minha sogra – ti Chica Loucena como era conhecida – nasceu em S. Pedro de Alcântara na Extremadura espanhola, enquanto o meu sogro – ti Antero Servo – era dos Barretos da freguesia da Beirã - Portugal.
A família do meu avô materno continua a ser na sua maior parte, toda espanhola até aos dias de hoje. Uma das minhas cunhadas e irmã da minha mulher cresceu, casou e vive em Espanha onde já há muitos anos se naturalizou. E como nós, dezenas de famílias. Por isso quase todos os Beiranenses falam e entendem o castelhano, assim como em Valência e nos "pueblos" das redondezas falam e entendem o português.
Foi sempre um mundo muito nosso e pacífico apesar de todos os condicionalismos de cada época. Curiosamente até os Guardas Fiscais e os contrabandistas conviviam paredes meias porque um não existiria sem o outro.
Entretanto, no sossego que tomou conta dos meus dias, venho de quando em vez sentar-me aqui para encher a alma da paisagem que me é tão querida e da qual nunca me canso, cada vez mais com a convicção de estar próximo aquele em que deixarei de poder vir.
E passo horas a pensar, a recordar, a deixar-me invadir pela nostalgia que com ela me traz de volta muito do que vivi neste sagrado chão que o "progresso" da integração europeia foi desertificando para sempre, não me resta qualquer dúvida, apesar da lufada de "pessoas de fora" que vêm agora cá passar as suas férias ou fins de semana nas nóveis casas de acolhimento para turistas.
Até que um dia deixem de estar na moda...

sexta-feira, 18 de julho de 2025

De coração cheio


Mais um Dia da Padroeira. O octogésimo segundo desde a Sua chegada à Beirã e o septuagésimo terceiro do meu já longo caminho. Apenas mais um na vontade de se honrar com a merecida devoção e dignidade a querida aniversariante Senhora do Carmo e segunda Mãe dos Beiranenses que aqui se deslocam em massa neste dia vindos de todos os lugares mais ou menos longínquos.

Foi também, simultaneamente, mais um Dia Maior na Paróquia. Faço parte desta Comunidade Cristã desde meados de 1958 quando pela mão do saudoso padre Joaquim Caetano “entrei ao serviço” desta Senhora mais do Filho que tem ao colo na forma física e na forma Eucarística dentro do Sacrário do altar-mor desta Casa para onde vieram morar no dia 16 de julho de 1943.

Não tem sido fácil ser paroquiano e continuar tais tarefas desde agosto de 2012 quando o encerramento do Ramal de Cáceres decretou o quase completo abandono da aldeia por mais de dois terços da sua população ativa, nela permanecendo desde então apenas os mais velhos que se têm ido finando, deixando mais sós, mais vazias, casas, ruas e naturalmente a igreja também.

A Paróquia com pároco residente desde a sua elevação paroquial, assim como a Igreja até então sempre repleta de paroquianos de todas as idades nas missas dominicais ou festivas, deixou desde então de contar com pároco residente e de ter missa dominical, passando a contar apenas com uma missa vespertina ao final da tarde de cada sábado, com meia dúzia de participantes, quase sempre os mesmos, tornando-se rotina ver os bancos vazios na nave em número muito superior ao dos participantes.

Resta a exceção deste dia 16 de julho de cada ano. Ao meio-dia na Solene Eucaristia da Padroeira e depois às nove da noite, vindos de todo o lado, como que por milagre – o amor de filhos – enche a igreja e apinha por completo quer a nave quer o coro superior, com devotos que não temem a canícula sufocante do meio-dia no exterior ou no interior do templo e se aprestam a jantar mais cedo para participarem nas duas solenidades.

Este ano foram particularmente belas, dignas e participadas. O Coro Paroquial a catorze vozes, cinco das quais vindas de duas Paróquias vizinhas, numa preciosa e louvável colaboração, onde a mais jovem tem 62 anos e a mais decana acima dos 80, estreou cinco novos cânticos festivos que o Rev. Pároco e toda a Comunidade gostaram e aprovaram.

Foi mais uma vez muito bonita e muito bem conseguida a festiva celebração. Diversos têm sido os elogios vindos das mais diversas fontes, mas confesso-vos que o que mais se encaixou no meu sentir foi a frase de uma pessoa amiga que muito emocionada me confidenciou no final da Eucaristia:

- Zé Manel, estou de coração cheio…

Obrigado a quem se empenha em continuar a servir esta pequena Comunidade Cristã, quer no minúsculo Coro, quer no arranjo dos altares, limpeza e arrumação do templo, não só nestes dias de festa a abarrotar de devotos, mas ao longo de todos os dias, semanas e meses nos muitos anos que por cá já andamos, apesar de sermos quase sempre os mesmos e cada vez menos.

Saiu tudo na mais completa harmonia, sem uma falha sequer.

Obrigado a todas as digníssimas Entidades Autárquicas e Militares – porque a Senhora do Carmo é também a Padroeira da Guarda Nacional Republicana - que nos honraram com as suas presenças.

Obrigado a quem veio de longe e de perto porque quiseram estar com a sua Senhora neste dia festivo em Sua honra. Que Ela vos ilumine e proteja sempre, assim como aos vossos entes queridos, onde quer que se encontrem.

E a terminar que posso escrever mais?

Obrigado Senhora do Carmo porque seguramente a Ti se devem todas estas maravilhosas surpresas que pelo poder do Teu Amor fazes acontecer e originam que decorra tudo na mais completa harmonia.

Tal como aquela pessoa amiga me confidenciou que se sentia no final da missa, eu sinto ainda o mesmo, passados que vão já dois dias.


José Coelho

Memória e gratidão

H oje semeei as favas da próxima primavera, como o meu pai me ensinou, repetindo gestos aprendidos há muitos anos. Enquanto a enxada abria o...