No Dia de Todos os Fiéis Defuntos, ou Dia de Finados, como o povo lhe chama com tão enternecida simplicidade a cada 2 de novembro, a saudade bate mais devagar à porta do coração.
É o dia em que muitas pessoas visitam os cemitérios, cuidam das campas dos seus familiares, acendem uma vela, colocam flores e permanecem alguns instantes em silêncio perante a memória daqueles que fizeram parte das suas vidas.
A ausência dói. Dói sempre.
Há lugares à mesa que ficaram vazios, vozes que já não ouvimos, abraços que gostaríamos de voltar a sentir nem que fosse por um instante.
Mas este dia não é apenas um dia de tristeza.
É também um dia de gratidão.
Gratidão pelos pais que nos ensinaram a caminhar, pelos avós que nos deixaram histórias e valores, pelos familiares e amigos que passaram pelas nossas vidas deixando nelas uma marca que o tempo não consegue apagar.
Porque há uma verdade que os anos confirmam: as pessoas podem partir, mas o amor que semearam permanece.
Permanece nas recordações que guardamos, nos ensinamentos que seguimos, nas palavras que repetimos sem dar conta, e até nos pequenos gestos que herdámos daqueles que já não estão fisicamente conosco.
A morte interrompe a presença, mas não apaga a ligação.
Quem amavamos pode ter partido deste mundo, mas nunca parte verdadeiramente do nosso coração.
Neste dia especial, elevemos uma oração por todos os que já concluíram a sua caminhada terrena, e peçamos a Deus que conforte aqueles para quem a saudade continua a ser uma companhia diária.
Que a memória dos nossos entes queridos seja sempre uma fonte de amor, de gratidão e esperança, porque enquanto houver alguém que os recorde com carinho, eles continuarão vivos dentro de nós.
As flores murcham, as velas apagam-se, os anos passam. Mas o amor por quem partiu encontra sempre maneira de permanecer.
As pessoas que amámos continuam a viver nas palavras que nos ensinaram, nos valores que nos transmitiram e nos gestos que repetimos sem sequer darmos por isso.
Foto Pedro Coelho
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