quarta-feira, 11 de abril de 2018

A beleza do Cante Alentejano...

Fonte da Murta - Beirã 
Foto by José Coelho


Fui à fonte beber água

Fui à fonte beber água
Ao rio para te falar
Nem na fonte nem no rio
Nem na fonte nem no rio
Te consegui encontrar
Dá-me uma gotinha de água
Dessa que eu ouço correr
Entre pedras e pedrinhas
Entre pedras e pedrinhas
Alguma gota há-de haver
Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o achou tinha amores
Quem o achou tinha amores
Quem o perdeu tinha sede
Dá-me uma gotinha de água
Dessa que eu ouço correr
Entre pedras e pedrinhas
Entre pedras e pedrinhas
Alguma gota há-de haver
Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta

Fonte: Cancioneiro popular alentejano

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Entardeceres... (dos dias, da vida e das comunidades)

Foto by José Coelho

Imagem inesperada do magnífico anoitecer de sexta feira 8 de abril de 2018 que captei quando circulava de carro a caminho de Portalegre para mais uma reunião de CEPs com o senhor bispo da diocese. Mais uma, a somar a tantas outras, onde apenas eu compareço. Algumas vezes sózinho, quase sempre com a minha companheira de vida e de vez em quando com a irmã, em nome desta paróquia que não é apenas nossa, mas da qual somos os únicos que nos dispomos sempre a representá-la, nessas andanças. Mais ninguém se chega à frente. Uns/umas porque não podem, outros/outras porque não querem - quase todos/todas  e não muitos/muitas - limitam a sua actividade paroquial a assistirem à missa uma vez por semana se podem. Cada um faz como entende e nada mais se pode exigir.

Adiante...

Saímos (eu, a Maria Manuela e a Joaquina Coelho, pra variar) sob um céu de negras nuvens e intensa chuva. Para evitar o habitual nevoeiro dos Alvarrões, optei por dar a volta pela estação de Castelo de Vide. É ligeiramente mais longe, mas muito melhor caminho. E normalmente sem nevoeiro. Acendia-se a iluminação publica da vila quando a circundávamos pela estrada da circunvalação em direcção à rotunda dos bombeiros, debaixo de um estranhíssimo céu a pairar sobre nós. Do lado esquerdo, grossas e negras nuvens roçavam a serra e os telhados das casas. Do lado direito, o sol poente espreitava por uma aberta nas nuvens. E ao centro, quase por cima de nós, um largo e multicolorido arco-íris. 

Estranho e espetacular cenário...

Tenho que fotografar isto! Pensei. E, assim que pude, já nas proximidades da estação ferroviaria, encostei na berma e fiz, entre outras, a foto que ilustra este texto. O céu parecia cobrir-se de ouro à medida que o sol se escondia atrás do horizonte. Momentos raros de uma beleza que poucas vezes na vida consegui observar. Durou só uns breves minutos porque a seguir escureceu. E a hora marcada para o inicio dos trabalhos estava a aproximar-se. A chuva parou e a serenidade desceu sobre toda a natureza. Seguimos viagem. Só mais tarde, já em casa, pude verificar que tinha captado aquelas cores surpreendentes e apressei-me a partilhar a imagem com todos.  Famíliares e amigos. O que é bom e bonito deve ser partilhado. Nem que seja para ajudar alguém que esteja mais sozinho, a sentir-se um pouco mais acompanhado.

Quanto à reunião...

Um salão confortavelmente climatizado do seminário aguardava os participantes do arciprestado de Portalegre que se atreveram a doar um pouco do seu tempo em prol da sua comunidade, sob a presidência do seu bispo. Apenas uma paróquia não esteve representada mas não vou dizer qual foi. A intenção é uniformizar procedimentos para que em toda a diocese se façam as coisas da mesma forma. É bom. É útil. É necessário. Pena que sejamos, há décadas, sempre as mesmas caras nestas reuniões. É pena também que apesar de pequenas, envelhecidas e cada vez mais escassas de eventos, as nossas comunidades não sejam mais unidas, participantes e interventivas. E é ainda pena que nunca ninguém se preocupe em ajudar aqueles poucos que voluntária e generosamente se dispõem a cuidar daquilo que pertence a todos.

E é pena, sobretudo, haver quem, para além de não ajudar em nada, ainda critique, sentencie, mande abébias parvas, injustas e descabidas. Quem se acha capaz de fazer mais e melhor, porque não se chega à frente?

Disse.

domingo, 8 de abril de 2018

De surpresa em surpresa...


Que  mais vos posso dizer, Ana, Pedro, e Marta Silva do CM? 
Obrigado, obrigado, obrigado

sexta-feira, 6 de abril de 2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Passo a palavra...


    Muitas têm sido as pessoas que me contactam a solicitar a aquisição das minhas memórias agora publicadas no livro "Histórias do Cota". 

    Tenho informado que a edição desse livro foi uma oferta/surpresa dos filhos no dia do meu aniversário sem que eu imaginasse sequer o que eles andavam a preparar há meses. Porém, como o número de exemplares, apenas cinquenta, foi limitado devido aos custos que eles decidiram suportar na íntegra, estou a reservá-los para oferecer apenas à família.

    Vai surgir contudo a hipótese de todas as pessoas que estejam interessadas poderem dar uma "olhadela", porquanto o prestigiado jornal Correio da Manhã vai publicar, no próximo domingo dia 8 de Abril, na sua rubrica semanal "A minha guerra", um excerto das "Histórias do Cota" no capítulo onde descrevi a minha estadia na guerra em Angola.


    Obrigado

sábado, 31 de março de 2018

Boa Páscoa...



Não encontro palavras suficientemente expressivas para demonstrar a minha gratidão a quem continua a visitar este blogue apesar da minha quase permanente ausência. 

A partir da próxima semana tenciono voltar de novo e com muito mais regularidade. Não têm sido tempos fáceis e por isso me tenho remetido ao silêncio. 

De tudo isso vou falar-vos com calma e com a minha sinceridade do costume. Entretanto não podia passar esta quadra festiva sem vir deixar-vos o meu sincero obrigado, apresentar cordiais cumprimentos e também os meus melhores votos de uma muito feliz Páscoa.

Zé Manel Coelho

Da Beirã, com amizade

O fim de semana chega sempre com um passo diferente. Não corre. Não buzina. Não traz agendas apertadas nem relógios impacientes. Chega deva...