terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Entre valores e princípios, a reciprocidade

Na minha maneira de ser e estar embora acessível, sei que não sou fácil de manipular. Transporto comigo, muito vincados, princípios e valores dos quais simplesmente não abdico. A integridade de carácter é um dever permanente no meu dia a dia, quase um compromisso de vida e não consigo conviver com o seu descuido ou superficialidade.
Essa exigência comigo próprio e com os outros, molda a forma como vejo o mundo e como me situo nele, muitas vezes sentindo-me incompreendido também.
Mentiras são intoleráveis em meu entender. Prefiro a verdade dura, a qualquer piedosa inverdade. Da mesma forma não aprecio quem vive para impressionar, ostentando sucessos que muitas vezes são apenas fachada.
O fingimento e a hipocrisia são, pura e simplesmente, barreiras intransponíveis para mim.
O meu modo de estar na vida não admite também duplos critérios. Comigo, pão é pão, queijo é queijo. Sou responsável, decidido, não dou o dito por não dito, nem me calo por medo e muito menos para agradar seja a quem for, fazendo questão de manter sempre a educação e respeito, ainda que discorde do que estiver a ser dito ou feito.
A autenticidade é para mim uma das virtudes essenciais.
Não tolero a mediocridade de pessoas sem palavra que dizem uma coisa e fazem outra. De pessoas que impõem as suas opiniões sem se importarem com a dos outros, ou que só tentam agradar quando precisam colher benefícios.
A honestidade é a característica que mais valorizo na vida.
Sou direto e frontal. Mas se estiver ciente que aquilo que tenho para dizer pode ofender quem vai ouvi-lo fico em silêncio, pois também reconheço que frontalidade que ofende é estupidez.
Não guardo rancores, nem faço uso de opiniões tendenciosas seja contra quem for, ou pelo motivo que for. Sou intempestivo por vezes sim, mas não injusto. Quando concluo que procedi ou interpretei algo mal, peço desculpa e tento reparar.
Esta postura nem sempre é compreendida, mas é a minha forma de viver em paz comigo e com tudo o que me rodeia.
Ser como sou, pode até ter já afastado de mim algumas pessoas, mas aproximou-me seguramente do que entendo como verdadeiro e justo. Prefiro poucos mas bons amigos. E aprecio tanto a honestidade sincera de uma palavra amarga, quanto detesto a falsa simpatia.
No fundo esta minha maneira de ser mais não é do que ousar ter a coragem e a determinação necessárias para viver segundo os meus valores, sem concessões, sem máscaras e sem medo de desagradar seja a quem for.
Sempre - como já atrás referi - com respeito e dignidade, desde que ambos sejam recíprocos, porque, se assim não for, a minha atitude e resposta serão inequivocamente também a réplica exata do modo como eu estiver a ser tratado.