A vida, essa grande mestra que ao longo dos anos me foi ensinando que tudo o que é genuíno se constrói com tempo, paciência e dedicação. Os valores que mais aprecio – sinceridade, respeito, honestidade – não surgem de imediato. Revelam-se em gestos subtis e em atitudes consistentes.
Para mim o amor não se resume a exuberantes declarações ou gestos muito floreados, pois acredito mais na força dos gestos simples, no diálogo sincero e na cumplicidade silenciosa que une dois seres quando se amam.
Amar de modo tranquilo e respeitando o tempo do outro, valoriza as atitudes diárias e constrói mais confiança em cada ato de carinho.
Deixei de procurar a perfeição desde que compreendi que ela é ilusória e muitas vezes fonte de ansiedade. Prefiro buscar a verdade que se revela nas conversas honestas, nas emoções partilhadas e na aceitação das mútuas imperfeições.
Estou na fase mais serena da minha vida onde tudo é feito sem pressa, mas sempre com a mesma benéfica intenção. Cada escolha, cada palavra e cada silêncio, são guiados pela vontade de desfrutar cada dia de forma autêntica e consciente.
Viver com serenidade é ter sabedoria para apreciar o que temos, sem ansiedade pelo futuro, ou apego ao passado. É saber que o tempo é precioso e que tudo o que é verdadeiro permanece, mesmo que demore a florescer.
E é na calma dos dias simples que a felicidade se faz presente e a vida se revela em toda a sua profundidade.
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