Aos 07 de Março de 2015 nasceu este blogue que tal como o seu antecessor TocadosCoelhos pretende apenas ser um ponto de encontro e de entretenimento pautando-se sempre pelas regras da isenção, da boa educação e do civismo em geral. Sejam muito bem-vindos.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Noite serena
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
"Felizes os pobres que o são no seu íntimo (M. Luís)"
Senhor, ensina-nos a envelhecer
domingo, 25 de janeiro de 2026
Nunca é tarde para aprender
Lar, doce lar
sábado, 24 de janeiro de 2026
Vai por mim
Não é sorte, é um tesouro
A amizade assemelha-se a um rio
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Lar é...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Gosto, ponto
Liberdade para voar
A idade não limita.
Ela liberta.
Liberta do medo de
errar, da pressa de agradar, da obrigação de caber em moldes que nunca fizeram
sentido.
Com o tempo, a
gente entende que não precisa de provar nada a ninguém.
Nem a ser mais
jovem, mais forte, mais certo.
Só precisa ser
inteiro.
A idade afasta
rótulos e aproxima da essência.
Tira o excesso,
afina a escuta, fortalece o que importa.
É quando a gente
para de pedir licença e começa a ocupar espaço.
Nos nossos termos,
no nosso tempo.
A idade não é
prisão.
É voo…
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Caminho árido por vezes, mas sempre honroso
Entre valores e princípios, a reciprocidade
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Homenagem aos meus Pais
domingo, 18 de janeiro de 2026
O momento em que decidimos parar de explicar-nos
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Bom fim de semana
Desertificação do Distrito de Portalegre
O Distrito de Portalegre situado no interior de Portugal Continental, destaca-se por enfrentar sérios desafios demográficos que o colocam entre os territórios mais desertificados do país. Com uma densidade populacional muito baixa e uma tendência de declínio demográfico acentuado tornou-se um exemplo paradigmático dos problemas que afetam muitas regiões do interior português.
Apresenta uma das menores densidades populacionais de Portugal com cerca de 11 habitantes por quilómetro quadrado. Este valor é significativamente inferior à média nacional e evidencia o afastamento da população das zonas rurais para áreas urbanas mais desenvolvidas. A baixa densidade populacional é um dos principais indicadores de desertificação territorial, refletindo o despovoamento e a dificuldade de atração e retenção de residentes.
O distrito enfrenta um saldo fisiológico negativo, ou seja, o número de óbitos supera, em muito, o número de nascimentos. Além disso, a taxa de natalidade tem vindo a diminuir progressivamente, o que agrava o envelhecimento da população local. Este fenómeno resulta não só da diminuição do número de jovens e crianças, mas também do aumento da proporção de idosos, criando desafios adicionais em termos de sustentabilidade social e económica, tais como:
Baixa Taxa de Natalidade: O número reduzido de nascimentos não compensa as perdas populacionais, acelerando o declínio demográfico.
Aumento
da Mortalidade: O
envelhecimento da população leva a um aumento do número de óbitos, agravando o
saldo populacional negativo.
Êxodo Rural: A migração de jovens e famílias para os grandes centros urbanos em busca de melhores oportunidades de emprego e qualidade de vida contribui de forma significativa para o despovoamento das zonas rurais.
Em contraste com regiões mais povoadas onde a densidade populacional e o dinamismo económico são muito superiores, o Distrito de Portalegre evidencia os desafios comuns às regiões do interior português: perda contínua de população, envelhecimento acelerado e desertificação. Estes fatores dificultam o desenvolvimento local e a manutenção de serviços essenciais à comunidade.
O Distrito de Portalegre é um exemplo claro de território afetado pela desertificação em Portugal. A baixa densidade populacional, o declínio demográfico e o êxodo rural são desafios estruturais que exigem políticas integradas de revitalização e atração de população, promovendo o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial. O combate à desertificação passa pela valorização dos recursos locais, pelo incentivo à fixação de jovens e pela criação de condições favoráveis à natalidade e ao investimento regional.
Pesquisa de dados: – José Coelho
Foto: Pedro Coelho
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