Aos 07 de Março de 2015 nasceu este blogue que tal como o seu antecessor TocadosCoelhos pretende apenas ser um ponto de encontro e de entretenimento pautando-se sempre pelas regras da isenção, da boa educação e do civismo em geral. Sejam muito bem-vindos.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
Na simplicidade de uma foto...
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
Só porque sim
Coisas (muito assertivas) que leio
Infelizmente
não vou poder ir.
Porquê?
Porque não
quero.
Vamos
normalizar isto.
Vamos
normalizar o “não quero”, o “não estou para aí virado”, o “não me apetece”.
Não vamos ficar
magoados, revoltados, só porque aquela pessoa, que amamos e que queremos ter
sempre connosco, não quer, naquele momento, estar junto a nós.
Ou porque não
quer falar connosco ao telefone.
O telefonema é
invasivo, é impositivo.
Quem telefona
está a dizer: agora, neste instante, quero falar contigo.
Está a impor o
seu timing, o seu tempo. Não atender não é prova de nada, apenas de que não
quero falar nesse momento que a outra pessoa definiu. Não é por isso que amo
menos, que quero menos, que preciso menos. Apenas preciso de espaço para mim,
apenas quero fazer outras coisas, estar noutros lugares. Está tudo bem assim.
Porque não haveria de estar?
Empatia é isso:
perceber que o outro não é Eu.
Não tem de
querer o que quero quando eu quero; o outro quer o que quer quando quer, é essa
a sua magia também.
Vamos
normalizar.
Não vamos impor
companhias, decisões, escolhas.
Não vamos
obrigar o outro a mentir, a enganar, a esconder o que sente, o que quer, só
para não ser malvisto, mal-encarado, mal interpretado.
O amor é
liberdade, jamais prisão.
O amor é
alegria, jamais constrangimento.
Vamos
normalizar isto.
Vamos
normalizar o que é normal, o que é humano.
Somos todos
diferentes, em momentos diferentes, em estádios diferentes das nossas vidas.
Entender isso é
amor.
Amemo-nos
assim.
Pedro Chagas
Freitas
A RARIDADE DAS COISAS BANAIS
domingo, 16 de fevereiro de 2025
Pretextos perigosos
"Vivemos num tempo em que novos muros estão a ser erigidos, quando as diferenças se tornam um pretexto para a divisão em vez de uma oportunidade para o enriquecimento mútuo".
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Memória coletiva e amor
Tarde
cálida e primaveril a fazer jus ao provérbio que diz "depois da tempestade
vem sempre a bonança". É esta paisagem tão rústica quanto pacífica que me
saúda em cada manhã do quintal da casa onde nasci, depois cresci e agora
envelheço na paz dos meus dias.
Lá ao fundo, encostada ao Caminho Municipal 1024 (por aqui mais conhecido como Estrada da Herdade) meio encoberta pelos ramos ainda sem folhas dos choupos em pousio de inverno que bordejam as margens do Ribeiro da Cavalinha, a velha Murta toda vestidinha de novo, envolta pelas fragas graníticas e montado que abundam por estas milenares paisagens raianas.
Oculto pelos ramos dos sobreiros no lado superior esquerdo da foto, situa-se o recente Hotel Tapada da Rabela Turismo e Reserva Natural Privada, entre a via férrea do Ramal de Cáceres a nascente e a Rua Vivas a poente, da qual é a última casa habitada, a par da entrada para a quinta do seu proprietário.
Entre a Rua Vivas e a via férrea do Ramal de Cáceres que atravessa toda a aldeia de poente para nascente, assim como esta foto da direita para a esquerda, vemos, do lado nascente, pintada em cor de tijolo, a Incubadora de Empresas de Base Não Tecnológica da Beirã, obra muito recente de adaptação de um anterior celeiro pertencente à Estação ferroviária que foi adaptado à atual unidade empresarial.
Por último as modernas vivendas da Rua Vivas que são propriedade de funcionários que tinham as suas vidas nas especialidades inerentes a uma Estação ferroviária fronteiriça, tais como agentes ferroviários, pessoal aduaneiro, guardas fiscais e seus herdeiros que sendo da região mas não só, decidiram por cá ficar definitivamente.
Tudo isto foi, durante muitas décadas, um polo de vida e harmonia em redor dos comboios nacionais e internacionais de passageiros mas também de mercadorias, num vaivém ininterrupto com circulação diária 24 sobre 24 horas, até um staff de iluminados governantes decidir em 2012 encerrá-lo sem apelo nem agravo, indiferente aos danos mais que previsíveis para toda esta região e população, particularmente para quem ali ia buscar o seu ganha-pão cada dia.
Ficou o que ninguém jamais terá capacidade ou autoridade para encerrar:
A nossa memória coletiva e amor a esta terra...
(Texto e foto)
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025
Penso eu de que
In memoriam
Minha saudade não larga
E sinto, na boca, amarga,
Essa lágrima chorada
Quando a deixei...
Caía, de leve, a tarde...
E, olhando para trás, vi
Aquela porta fechada.
Nesse momento, senti
Pesar-me a fatalidade
De toda a Vida passada.
Arde
Ainda, nos meus olhos,
A luz do sol que brilhava
Na janela.
Era uma luz amarela;
Uma luz de fim da tarde
Que ainda trago nos olhos...
Ficava ali,
Por detrás da porta verde,
Tudo o que a vida nos perde,
Enquanto nos vai gastando...
E triste e só me parti;
Quem sabe que outros Destinos,
Dolorosos ou divinos,
Procurando...
Francisco Bugalho, in "Margens”






