Optamos por rodear-nos de cada vez menos pessoas, começamos a eleger o silêncio e a escolher a ausência para nos dedicarmos apenas ao que nos concede paz.
Começamos a ver as coisas como elas são e cada vez menos como parecem, a preservar o melhor de nós só para quem nos conhece e estima.
Aprendemos a ficar calados e a abrir mão de muitas coisas, a selecionar o útil e o fútil porque tudo o que é inútil deixa de nos importar.
Livramo-nos de muitas coisas: palavras, pessoas e objetos para ficarmos apenas com o que nos torna melhores.
Em resumo aprendemos a deixar ir o que tem de ir e a aceitar o que veio para ficar.
José Coelho (Texto e foto)
