sexta-feira, 12 de julho de 2024

Bom fim de semana


 

"Aprendi que ninguém precisa saber que estamos tristes ou como anda a nossa vida. Aprendi que, qualquer que seja o problema que tenhamos, ele pertence só a nós.

Aprendi a guardar as dores e os momentos difíceis só pra mim. Aprendi também que os melhores textos saem sempre das mãos de quem sabe isolar-se e tem como companhia apenas o silêncio.

Aprendi igualmente que ninguém se importa como estamos, nem como foi o nosso dia. Aprendi que poucos dão valor ao que fazemos por eles, e poucos sabem valorizar a nossa companhia.

Aprendi a não me importar com a forma como agem comigo e a não guardar mágoas no coração. E, por isso, sou diferente de muitos. Aprendi a não me importar com os pensamentos de fulano ou sicrano, que não conheço, nem sabem quem sou.

E, hoje, só me importo com o bem-estar que posso proporcionar aos que amo e a viver com a felicidade no meu sorriso."

Helena Sacadura Cabral

Foto Pedro Coelho

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Herrar é umano


Aprendi a viver e a aproveitar cada detalhe, aprendi com os erros mas não vivo pensando neles porque tendem sempre em ser uma lembrança amarga que nos impede de seguir em frente, mas também porque existem erros irremediáveis...

Foto José Coelho

 

Acorda, amigo


 

Amigo,

tu que choras uma angústia qualquer

e falas de coisas mansas como o luar

e paradas

como as águas de um lago adormecido,

acorda!

Deixa de vez

as margens do regato solitário

onde te miras

como se fosses a tua namorada.

Abandona o jardim sem flores

desse país inventado

onde tu és o único habitante.

Deixa os desejos sem rumo

de barco ao deus-dará

e esse ar de renúncia

às coisas do mundo.

Acorda, amigo,

liberta-te dessa paz podre de milagre

que existe

apenas na tua imaginação.

Abre os olhos e olha,

abre os braços e luta!

Amigo,

antes da morte vir

nasce de vez para a vida.

 

Manuel da Fonseca

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Não há cura


Sei das limitações que todos possuímos a começar pelas minhas, assim como sempre soube também qual é o meu lugar na vida. Não ando e nunca andei à procura de protagonismos sendo público o meu recato habitual no sossego da minha casa e no seio da minha família mês após mês, ano após ano. Jamais assumi qualquer responsabilidade sem ter a firme convicção de que seria capaz de a executar com êxito e competência. Talvez por isso redondamente se enganou muita gente que levianamente julgava conhecer-me bem e podia por isso mesmo opinar negativamente a meu respeito.

Até houve uma alminha iluminada que já voou para a eternidade que certa vez me disse sem qualquer pejo e sem gaguejar que eu tinha chegado aonde cheguei, porque tinha muita sorte! Pois! Sorte teve essa alminha que nunca meteu os pés à ribeira e nunca os molhou, que nunca deixou a sua família sozinha para ir lutar pela vida longe de casa, nem nunca dormiu fora da sua cama. Sorte, uma ova. Sorte, o catano. Trabalho, sim, muito. Noites mal dormidas com receio de ficar entaipado dentro da mina ou de não acertar nas respostas às perguntas dos inúmeros testes semanais dos cursos de promoção. De não conseguir superar as provas físicas. E mais mil e uma dificuldades durante infindáveis anos.

Sorte! Vai lá vai...

E nunca, NUNCA, pedi nada a ninguém, para mim ou para qualquer um dos meus familiares diretos, do mesmo modo que nunca devi e não devo também nada a filho/a da mãe nenhum/a. Tudo o que tenho é meu, fruto apenas do meu esforço e capacidade, sem a mínima ajuda fosse de quem fosse, para enorme desilusão dessas criaturas falantes que morrem de inveja e de dor de cotovelo da minha vida, para não escrever outra coisa mais feia e bicuda. Infelizmente não há remédios nas farmácias capazes de curarem essas doenças malignas que infetam as suas bocas e contaminam de sentimentos ruins os seus corações.

José Coelho

Foto Maria Coelho
- Julho 2024

Foste tu


Olha á tua volta. Olha para aquilo que alcançaste até hoje. É tão bonito o teu caminho… não há outro igual. Ninguém passou por ti as dificuldades que a vida deixou cair no teu percurso, ninguém venceu por ti os medos, ninguém olhou para as estrelas como tu para te mostrarem a saída do labirinto nas noites escuras. Foste tu! O caminho que vês é o caminho que construíste, que te revela e te leva ao teu encontro. Foste tu a conseguir chegar até aqui. Andaste à chuva por dentro de ti e debaixo de tempestades, quando o coração não sabia por onde seguir. É tão bonito o teu caminho, transformaste as mágoas em amor, e todas as tuas tristezas deram flor. Aprendeste a crescer quando a vida te pôs á prova e fizeste da tua dor, sabedoria. Olha á tua volta, olha para as tuas mãos. Não têm nada, dizes tu. Mas eu digo-te que mãos assim nunca estarão vazias, porque são mãos de dar a mão á vida.

Pe Ricardo Esteves

 

Foto José Coelho

Não é simples

Não é simples viver. Às vezes a vida contém capítulos imprevisíveis e inevitáveis e todo o ser humano passa por essas turbulências. A uns falta o pão na mesa, a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade. Por isso há miseráveis que moram em palácios e ricos que moram em casebres.

A vida é belíssima, mas não é simples vivê-la. Às vezes ela parece um imenso jardim mas de repente a paisagem muda e ela apresenta-se árida como um deserto ou íngreme como uma montanha. Independentemente dos penhascos que temos de escalar, cada ser humano possui uma força incrível. E muitos desconhecem que a possuem.

Augusto Cury

          Foto Francisca Coelho 

terça-feira, 9 de julho de 2024

De volta

Catorze dias e dezasseis mil quilómetros depois, de volta ao nosso aconchego!