quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Há coisas que o dinheiro não compra


Ter um lugar para ir, é lar. Ter alguém para amar, é família. Ter os dois, é benção.

Cuidar, Ajudar, Proteger


O que faz um amor durar? Não é o dinheiro, porque ele às vezes é pouco. Não é o luxo, porque ele nem sempre existe. Não é o corpo, porque ele muda. Não é a beleza, porque essa ilude. Então o que é? Acho que a resposta é o companheirismo, a compreensão e a dedicação. Se duas pessoas se dedicarem uma à outra, com responsabilidade e ternura, o sentimento fortalece-se. Podem haver mil problemas para resolver, mas a união supera qualquer contrariedade. Se um cuida da Luz do outro, a chama permanece acesa. Cuidar, deve ser um propósito Ajudar, é outro. Proteger, também é recomendado. Embora cada um saiba por onde deseja ir, esses são os ingredientes para fazer duas pessoas ser unidas e felizes.

D/A

domingo, 12 de janeiro de 2025

O lugar onde nasci


No Portugal profundo, a vida ensina-nos que as coisas mais preciosas são aquelas que não têm preço. É o cheiro do pão cozido em forno de lenha, o fumo a subir no ar fresco das manhãs, enquanto os campos se vestem de orvalho. É o som das enxadas que marcam o compasso da terra, das águas claras a correr nos regatos, ou das badaladas do sino da aldeia que ecoam como um chamamento antigo.

As coisas mais simples guardam uma força silenciosa. Elas lembram-nos que, no coração de um mundo que corre depressa, o que importa está ali, na quietude do momento. É o calor da sopa servida em tigelas de barro, o cheiro das ervas secas no fumeiro, ou o céu estrelado que, em noites de silêncio absoluto, parece sussurrar segredos do passado. Não é o que acumulamos, mas o que sentimos – o toque da terra nas mãos, o olhar terno de quem nos conhece desde sempre, o conforto de pertencer.
A simplicidade aqui tem uma magia única. Está na fé das procissões que atravessam caminhos de pó, no fado que ecoa pelas janelas abertas nas noites quentes de verão, ou nas mãos calejadas que plantam e colhem com o mesmo amor de gerações. É o riso que brota sem pressa à sombra de uma oliveira, o som da concertina que se junta ao bater dos pés numa dança espontânea.
No Portugal profundo, a vida não pede pressa. Pede que se desacelere, que se olhe para os muros de pedra que sustentam o tempo, para as aldeias que guardam memórias como relíquias preciosas. Pede que se aprecie o cheiro da terra depois da chuva, o voo das andorinhas que anunciam a primavera, o abraço caloroso de quem oferece mais do que tem.
No fim, o que define a vida aqui não são as grandes conquistas, mas os pequenos gestos que enchem a alma – o sorriso do pastor enquanto guarda o seu rebanho, a flor que insiste em nascer na fissura de um muro, a partilha de uma fatia de pão e de um copo de vinho à mesa. É a essência do que somos, simples e profunda, como a terra que nos sustenta e nunca nos abandona.
Desconheço o autor

Melhor lugar do mundo


O melhor lugar do mundo às vezes é o cantinho de um ombro. Um lado do sofá. Um abraço amado. Um momento de silêncio. Um olhar que nos entende. Os pés descalços, em casa. O coração da gente. O melhor lugar do mundo é onde a vida respira tranquila.

(Ana Jácomo)

Foto José Coelho
com Maria Coelho

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Enquanto eu puder

Toca dos Coelhos - Foto José Coelho

Estar em casa sossegado é para mim duplo aconchego. Pouca gente compreende isso mas o importante é o que eu sinto e não o que os outros entendem. A tranquilidade que me rodeia é suavizada por de uma vida inteira de muitas e gratas memórias. 

É tão fácil imaginar e quase ouvir o bulício de outrora nesta casa cheia de gente boa. 

O riso sempre pronto da minha mãe, o tom grave e sereno da voz do meu pai, o crepitar do lume na lareira nas noites de inverno, o agradável aroma da sopa camponesa a ferver na sertã sobre a trempe, a chuva a tamborilar nas telhas mouriscas sobre as nossas cabeças, o vento a rugir lá fora e nós quentinhos, em redor do lume.

Já no verão, depois da ceia, era costume irmos para o fresco da rua à porta da casa acomodados em rústicos bancos de pinho e cadeirinhas de bunho numa amena cavaqueira com a vizinhança e fraternos convívios de quase família até à hora de deitar. 

Depois…

Bem, depois o tempo passou. Ordeiramente, tal como se deu na nossa chegada ao mundo e sem quase darmos tempo à tia Florinda e ao tio António Coelho de recomporem as suas poupanças – porque eles fizeram sempre questão de nos oferecerem os respetivos banquetes – primeiro casou a irmã Adelina, no ano seguinte casei eu, seguiu-se a Luz e por fim a Joaquina. 

Respeitando essa ordem de chegada, pela mesma voámos um a um do nosso acolhedor ninho para o outro que planeámos construir com quem cada um de nós elegeu.

Mas nunca dele e dos nossos queridos patriarcas nos afastámos muito. Aqui regressávamos amiúde, aqui nos juntávamos regularmente, tendo eles de providenciar outra cozinha mais ampla no quintal que em conjunto os ajudámos a construir, além da enorme mesa das refeições para em boa união e fraternos convívios, nos podermos todos acomodar. 

Porque saímos quatro e passámos a regressar oito, depois nove, dez, onze, e por aí fora...

Naturalmente foram chegando os nossos filhos que os avós adoravam e carinhosamente aconchegavam como nos tinham aconchegado a nós, quiçá até mais do que a nós. Os seus primeiros risos, os seus primeiros passos, o balbuciar das suas primeiras palavras tudo se repetiu sob o humilde teto desta casinha tão pequenina em tamanho mas tão grande em afetos.

Mais tarde fui eleito seu novo proprietário por exclusivo empenho do meu pai que decidiu que seria para mim. Jamais, em tempo algum eu o havia imaginado porque nunca havia sequer pensado que eles algum dia iriam morrer. 

Inconscientemente acreditamos que são eternos e nunca nos irão faltar.

Andava a visitar uma casa afim de a adquirir no bairro novo à entrada da Beirã quando, percebendo-se disso e qual general a transmitir as suas ordens, ele me sentenciou:

- Não procures casa para comprar porque eu quero que "esta" seja para ti.

Foi exatamente assim. Sem nunca termos falado em tal coisa. Ele já tinha até calculado o valor que eu teria de pagar a cada uma das minhas irmãs, descontada a parte que me caberia a mim. Apenas uma condição. Ele e a sua Florinda viveriam nesta casa conosco enquanto fossem vivos. 

Longe de ser um problema, tê-los comigo foi uma bênção.

Assim e sem nunca ter imaginado tal “negócio”, aceitei. Ou melhor, obedeci! As minhas irmãs e cunhados acataram sem o menor reparo e discordância a vontade do patriarca. Naquele tempo o respeito era ainda uma prática corrente e comum. Em menos de um ai tratou-se da papelada, acertou-se o pagamento e a casa mudou o nome do seu proprietário António Coelho para o de José Coelho.

E nela passaram a habitar três ramos da mesma árvore. A matriarca Avó Amélia mãe da senhora minha mãe que rodeada de amor e carinho aqui viveu os últimos 10 dos 93 anos com que nos deixou. Os patriarcas António Coelho e Florinda Lourenço, coproprietários perpétuos, e nós seus novos proprietários. 

Tive naturalmente de ampliar o espaço de modo a ficarmos convenientemente instalados mas no projeto da ampliação fiz questão de as quatro divisões da casa-mãe ficarem intactas, integradas na que cresceu para os lados e para cima.

Desse modo as paredes que me viram nascer continuaram ali no seu lugar. E as pedras que o meu pai moldou pela força dos seus braços ficaram onde ele projetou que ficassem. Entre elas nos deixou e lhe cerrei as pálpebras ainda mornas numa triste madrugada de janeiro de 1994. No quarto que foi sempre o seu, na sua cama, na casa que construiu e nunca deixou de lhe pertencer.

Por essa e por muitas outras razões nutro pela Toca dos Coelhos e tudo em seu redor um carinho e reverência comparáveis ao de um devoto quando chega ao santuário da divindade da sua devoção. Enquanto eu puder aqui se manterão guardadas todas as memórias dos meus pais, dos meus avós, das minhas irmãs, dos meus filhos e agora também já das minhas queridas netinhas…

 

José Coelho

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Lume. Companhia. Aconchego e... Gratas memórias.



Oração pelos amigos

Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste. Os amigos que nos fazem sentir amados sem porquê. Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir. Que sabem tudo de nós, perguntando pouco. Que conhecem o segredo das pequenas coisas que nos deixam felizes. Obrigado, Senhor, por essas e esses, sem os quais, caminhar pela vida não seria o mesmo. Que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto. Que nos incitam à coragem só com a sua presença. Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina. Que nos dão a ver um outro lado das coisas, um lado fantástico, diga-se.
Obrigado pelos amigos incondicionais. Que discordam de nós permanecendo connosco. Que esperam o tempo que for preciso. Que perdoam antes das desculpas. Essas e esses são os irmãos que escolhemos. Os que colocas a nosso lado para nos devolverem a luz aérea da alegria. Os que trazem, até nós, o imprevisível do teu coração, Senhor.
Cardeal José Tolentino de Mendonça

Vídeo José Coelho
- 07. 01. 2025

Servir (apenas) por espírito de Missão

Aos sete anos já era acólito do Revº Padre Joaquim Caetano. 
*Foto gentilmente cedida pelo casal Teresa e Joaquim Nicau*

Dizia a minha Mãe que muito pequeno ainda eu desatava a correr pela rua abaixo assim que ouvia tocar o sino da igreja. 

Começou cedo, pelos vistos, o meu fascínio pelo divino. De tal modo que dura até hoje. Curiosamente - nada acontece por acaso - assim que entrei para a escola e comecei a frequentar a catequese em 1958, o Senhor Padre Caetano escolheu-me logo para seu acólito. E eu fui, feliz da vida. E com ele andei e com ele muito aprendi até fazer a quarta classe porque logo a seguir o meu pai pôs-me de pastor no tio José Maroco e acabou-se a "boa vida". 

Não terminou ali porém a minha profunda ligação à Senhora do Carmo e ao Senhor do Sacrário que lá habitam desde 16 de Julho de 1953. Pelo contrário. A missão de acólito foi apenas o início de uma caminhada que dura desde então e seguramente me acompanhará até ao fim dos meus dias. Assim Deus queira, mas se não quiser faça-se a Sua vontade e não a minha.

Fui crescendo. Ia quando podia à igreja. Depois fui para a guerra, onde, como nunca antes na minha vida, me senti abençoado pela proteção divina, todos os dias que lá passei. E voltei para casa. E fui para as Minas da Panasqueira, serviço não tão arriscado quanto a guerra mas perigoso também. Entrei para a GNR em Janeiro de 1979. O meu "mestre" na mina, o Zé Maria de Castelo de Vide e mineiro do qual eu era o ajudante, morreu esmagado debaixo de um liso do teto de uma galeria que desabou, poucos meses depois.



Coincidências. Ou talvez não.

Profissional da GNR em Castelo de Vide, depois em Nisa, nunca deixei de procurar a luz e a paz da Casa de Deus sempre que me era possível, porque me fazia recorrentemente falta. Assim andei até 1993, ano em que regressei definitivamente à Beirã. A paróquia era então presidida pelo Padre Emílio. Uma noite, ao acaso, viemos os dois em amena conversa, desde o café até ao adro da igreja. Desalentado com a fraca participação da comunidade, tinha vontade de se ir embora, de procurar outro rebanho que dele mais necessitasse.

Esta inimaginável conversa - eu mal o conhecia ainda - mudou a sua atitude como pastor e a minha como ovelha do seu rebanho. Animei-o como pude. Pedi-lhe que não desistisse ainda e ofereci-me para ajudar no que precisasse. Assim, sem grandes discursos, mas decidido a contribuir com o meu esforço. E ele acreditou em mim. Perguntou-me a sua empregada mais tarde o que tinha acontecido porque ele chegara a casa nessa noite muito animado.

Cumprindo a minha palavra entrei para o coro da paróquia e levei comigo a minha companheira, incentivando outras pessoas a juntarem-se a nós. E começámos a preparar as celebrações semanalmente com reuniões e ensaios. A sua empregada Goreti que nos ensaiava e ensinava com sabedoria e esmero, meteu-me no ambão como salmista, desfazendo, um por um, todos os meus medos e "ses". Com essas mudanças e a participação devidamente orientada de toda a comunidade, as celebrações começaram a ter uma maior dinâmica e as coisas melhoraram bastante. 



Mas o Padre Emílio queria mesmo partir para outras paragens e um dia foi-se embora, levando com ele a Goreti, obviamente. E nós ficámos sozinhos, entregues a nós próprios. Corria o ano de 1999.

Nomeados pelo Senhor Bispo D. Augusto César, vieram o Padre Tarcísio mais o Padre Luís e convidaram-me para tomar a meu cargo as contas da paróquia assim como orientar o coro e as leituras nas celebrações. Tive receio de não estar à altura e disse-lho frontalmente porque tinha plena consciência dos meus limitados conhecimentos para tamanha responsabilidade. Prometeram ajudar-me e cumpriram. Enviaram-me para a Casa Diocesana de Mem Soares a frequentar uma série de cursos de preparação para leigos, quase todos os fins de semana dos meses e anos que se seguiram. 

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Em 2004 fui frequentar o 76º Cursilho de Cristandade - Homens, no Seminário de Alcains.

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Em 2005 frequentei o Curso de Ministro Extraordinário da Comunhão e da Palavra na ausência do Presbítero, na Casa Diocesana de Mem Soares, mandatado pelo Senhor Bispo D. Augusto César e sucessivamente renovado pelo Senhor Bispo D. Antonino Dias até 31-12-2022. Com as limitações causadas pela pandemia Covid foram suspensas todas essas atividades e até as celebrações religiosas como todos estamos recordados.


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De Outubro de 2005 a Junho de 2007 todos os sábados desses três anos letivos frequentei o Curso de Aprofundamento da Fé (CAF) no Seminário de Portalegre. Neste curso percebi a pequenez dos meus conhecimentos e senti no fundo do coração que da Igreja pouco mais conhecia até ali, do que rezar o pai-nosso. Foi profundamente enriquecedor e gratificante.

"Um curso para aprofundar a fé

Abr 3, 2006 - 14:44

No dia 21 de Janeiro, terminou o primeiro semestre do Curso de Aprofundamento da Fé (CAF), promovido pelo Centro de Cultura Católica da diocese de Portalegre-Castelo Branco, o qual funciona em três pólos. No segundo semestre passará a funcionar na Casa de Santa Maria e Portalegre (Seminário diocesano). Foram leccionados dois módulos (o módulo 1 e o 2): A revelação de Deus feita Palavra (Introdução ao Antigo Testamento) e A fé celebrada em comunidade (Introdução à Liturgia). Os professores dos três centros estiveram reunidos naquele mesmo dia com o director do CAF e com o Bispo local, D. José Sanches Alves, na Casa Diocesana, para uma breve avaliação. Num total de 177 alunos, inscritos nos três pólos, constatou-se que o módulo 1 foi frequentado por 171 alunos (69, 33 e 69, respectivamente) e o módulo 2, por 148 (59, 34 e 55, respectivamente). A partir da apreciação dos alunos, foram particularmente sublinhados estes pontos: a utilidade da iniciativa, quer ao nível de conhecimentos adquiridos, quer ao nível do proveito pessoal para a vivência da fé, quer ao nível da relação entre os professores e os alunos e destes entre si; o cuidado e a preparação dos professores; novas inquietações e motivação para aprofundar aspectos das matérias estudadas. Por sua vez, os professores relevaram, entre outros, os aspectos seguintes: o número, a motivação e a perseverança dos alunos inscritos; o espírito de equipa dos professores, à volta do responsável de cada módulo; a validade dos encontros para a programação do trabalho seguinte; a vantagem dos resumos entregues aos alunos; a decisão de bastantes alunos quererem apresentar um pequeno trabalho sobre a matéria dada (duas dezenas já entregaram o seu). Dada a facilidade que as novas tecnologias oferecem, os responsáveis por cada módulo disponibilizaram os apontamentos finais aos interessados. Na manhã daquele sábado, D. José Alves passou pelos três centros, não só para ouvir dos próprios a apreciação que faziam, mas também para estimular a todos a perseverarem na caminhada. O segundo semestre terá início no dia 18 de Fevereiro próximo. Dado que os módulos são independentes, os alunos interessados, mesmo que não tenham frequentado os dois primeiros, poderão inscrever-se no módulo 3 (Deus ao encontro do homem) e/ou no módulo 4 (Jesus Cristo, Deus no meio de nós), se ainda o não fizeram. Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais."

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De 24 a 28 de Julho de 2006 acompanhei o Senhor Padre Tarcísio a Fátima para com ele participar no XXXII ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL LITÚRGICA.



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Passaram-se entretanto 31 anos e por cá continuo ainda a orientar o coro, a colaborar com o Revº Pároco ativamente nas celebrações e a gerir as contas da Paróquia porque mais ninguém quer assumir esse compromisso. Desde o já distante ano 1999 todos os Janeiros têm sido apresentadas e publicamente afixadas as contas com cada cêntimo de receita ou de despesa respeitantes a cada ano findo, bem como os respetivos saldos. E o processo documental sempre colocado à disposição de quem o queira livremente consultar. Muito se fez, muito haverá ainda por fazer. Deixo-vos algumas imagens como testemunho e só não vou enumerar o saldo bancário pelo irrevogável dever de sigilo.

















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E a terminar, só mais uma breve nota

Na frequência de todos os cursos e atividades pastorais referidos bem como na colaboração com as Paróquias e Comunidades que me solicitaram apoio ao longo de todos estes anos, fui sempre voluntariamente e a expensas minhas. Paguei todos os encargos do meu bolso com deslocações, alimentação e livros recomendados para consultas, continuo a elaborar e imprimir depois em casa muitos documentos sem nunca solicitar ou querer recompensa alguma, porque assim o entendo.


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Porque quem corre por gosto, não cansa! 

Diz o povo e com razão...


José Coelho